Conselheiro da OAB defende prerrogativas em ato de desagravo a advogado agredido por policiais

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

“As prerrogativas são inegociáveis. São indispensáveis ao exercício da profissão e têm como finalidade garantir ao cidadão uma defesa independente e sem qualquer temor???, afirmou o conselheiro federal da OAB, Fabrício Castro, ao participar do ato de desagravo ao advogado Adailton Ferreira Porto Sobrinho, agredido física e verbalmente, no exercício da profissão, por policiais militares. A sessão aconteceu na sexta-feira (13), na Câmara Municipal de Livramento de Nossa Senhora, cidade onde ocorreu o caso.

O conselheiro federal repudiou a violência policial contra o colega advogado e classificou o episódio como ???inaceitável???. ???Uma covardia. Por isso, o desagravamos. A OAB-BA tem a defesa das prerrogativas como uma prioridade.”, ressaltou Fabrício Castro. Na sessão, estiveram presentes o conselheiro seccional Acioli Viana Silva, responsável pela redação do voto de desagravo, o presidente do Conselho Consultivo da Jovem Advocacia, Hermes Hilarião, e o presidente da subseção de Brumado, Osvaldo Luiz Laranjeira Bastos Junior.

conselheiro federal da OAB Fabrício CastroAgressão policial: No dia 21 de janeiro deste ano, o advogado Adailton Ferreira Porto Sobrinho foi chamado por um cliente, que, acompanhado da esposa, teve o carro atingido por uma viatura da Polícia Militar, em alta velocidade, na cidade de Livramento de Nossa Senhora. O casal também foi xingado pelos agentes.

No local do acidente, o advogado tentou solucionar amigavelmente a situação. Sem êxito, ele disse aos policiais que faria uma ocorrência na delegacia. Nesse momento, os agentes iniciaram as agressões ao cliente e ao advogado. Ao se identificar como profissional do Direito, Adailton foi xingado e recebeu um tapa no braço, forte o suficiente para lançar ao chão a carteira da Ordem.

O advogado então retirou o celular do bolso para registrar os abusos, mas as agressões continuaram. “Corra e não olhe para trás, senão eu te mato”, disse um dos PMs, após Adailton Ferreira Porto Sobrinho receber um soco no olho e ter uma arma apontada para o rosto.

.

Comentários do Facebook

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Visita de 12 minutos: desembargador orientou coronel na cena do crime

Resumo do caso: imagens de câmeras corporais revelam uma atuação tensa entre um desembargador e um tenente-coronel da Polícia Militar na investigação de...

Queda do 3º andar: marido torturou mulher em apartamento durante dias

Resumo do caso: Uma mulher caiu do terceiro andar de um prédio em Águas Lindas de Goiás, no Entorno do Distrito Federal, após...

Criminosos levam R$ 33 mil e itens de luxo em assalto a condomínio

Resumo: oito criminosos invadiram um condomínio em Amparo, interior de São Paulo, renderizando moradores com pistolas e revólveres, e levaram cerca de R$...