Retorno às aulas se transforma em ponto de guerra entre governo da Bahia e professores

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O retorno às aulas, na forma híbrida, está marcado para o próximo dia 26 de julho. A decisão foi tomada pelo Governador da Bahia, Rui Costa, em relação aos professores da rede pública estadual de ensino.
Na modalidade híbrida, as aulas serão ministradas com apenas metade da capacidade da sala de aula, de modo que 50% dos alunos estudem nos dias de segunda, quarta e sexta e os outros 50% voltem às aulas nas terças, quintas e sábados.
Ao anunciar o retorno, Rui seguiu a lógica de que os profissionais foram incluídos no grupo prioritário de vacinação. Com a grande maioria dos profissionais já imunizados contra a covid-19, o retorno com ocupação de metade das salas de aula é o próximo passo para retomar o ano letivo 2020, interrompido pela pandemia do novo coronavírus.
Enquanto a grande maioria da população se expos ao risco de contrair a doença, como única forma de não passar fome, servidores públicos tiveram seus salários mantidos.
Com o avanço da vacinação e consequente redução dos números de casos e mortos a vida começa a ser retomada em vários setores da sociedade.
Com mais de ano interrompido na vida dos alunos, o retorno às aulas – há muito – estava sendo cobrado por instituições da rede pública de ensino, que precisam das mensalidades para arcar com os custos e salários de professores.
O anúncio dos professores na rede estadual não foi aprovado pela APLB/Sindicato, que pede mais tempo para a volta às aulas. A justificativa seria aguardar até que todos os profissionais auxiliares da educação estejam vacinados.
Nesta quarta-feira (14) o governador subiu o tom. Anunciou que vai descontar os salários dos professores que se recusarem à voltar para às salas de aula, no próximo dia 26 de julho. As aulas estavam suspensas desde março do ano passado, quando os primeiros casos de Covid-19 foram identificados na Bahia.
O diretor-geral da APLB, Rui Oliveira, disse que “os profissionais da educação só voltam para o trabalho quando toda a categoria estiver 100% imunizada com a segunda dose”.
Para ele, ???a decisão foi unilateral e não será cumprida porque a categoria decidiu retornar com a aplicação da primeira e segunda dose, o que deve acontecer na primeira quinzena de agosto???, argumentou.

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