Celebrado nesta quarta-feira (23), o Dia Nacional da Pessoa com HTLV chama a atenção para uma infecção ainda pouco divulgada, com sinais e sintomas de início lento e “irrelevante” na maioria dos casos. A Infecção causada pelo vírus T-linfotrópico humano (HTLV) atinge as células de defesa do organismo, os linfócitos T.
O HTLV foi o primeiro retrovírus humano isolado (no início da década de 1980) e é classificado em dois grupos: HTLV-I e HTLV-II. Dez por cento das pessoas infectadas apresentam doenças neurológicas, oftalmológicas, dermatológicas, urológicas e hematológicas (neste caso, a leucemia e linfoma) associadas ao vírus.
O contágio do HTLV ocorre por via sexual em relações desprotegidas, por compartilhamento de seringas e agulhas e via transmissão vertical (da gestante para o bebê) principalmente pelo aleitamento materno.
Na Bahia, de acordo com a Secretaria de Saúde do Estado (Sesab), foram notificados 3.722 casos no SINAN (Sistema de Informação de Agravos de Notificação do MS), no período de 2012 a 2020. Nota-se que os casos ocorrem em maior proporção em mulheres, tendo a razão entre sexos de 4,3 mulheres para cada 1 homem acometido pelo HTLV, correspondendo a 86,6% dos casos em 2020.
O tratamento é direcionado de acordo com a doença relacionada ao HTLV. A pessoa deverá ser acompanhada nos serviços de saúde do SUS e, quando necessário, receber seguimento em serviços especializados para diagnóstico e tratamento precoce de doenças associadas ao HTLV.

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