Comlurb recolhe toneladas de peixes mortos na zona oeste do Rio

Escrito por: Diógenes Cunha

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

A Companhia Municipal de Limpeza Urbana do Rio (Comlurb) recolheu ontem (24) 1,5 tonelada de peixes nas lagoas e nas praias dos Amores e da Barra, perto do Quebra-Mar. O número indica acentuada mortandade de peixes e crustáceos nas lagoas de Jacarepaguá, Camorim e Tijuca, na zona oeste do Rio.ebcebc

Segundo o biólogo e ambientalista Mário Moscatelli, que desenvolve projetos na região, o fenômeno acontece por causa do lançamento contínuo de esgoto, pouca variação de maré e pelo calor intenso.

O biólogo, no entanto, estimou em seis toneladas a quantidade retirada da região. Hoje (25), segundo Moscatelli, não houve limpeza nas lagoas. ???Hoje eu não vi ninguém, porque a Comlurb age mais no final da Lagoa da Tijuca e na Praia da Barra. Hoje de manhã estive na Praia da Barra e não tinha mais peixe [morto]???, observou.

De acordo com Moscatelli, só depois do fim de semana é que a situação pode mudar. ???O que pode melhorar essa situação é a mudança da Lua, porque escoa a água podre e renova minimamente com água oceânica e o tempo não fica esse calor todo, porque vai entrar uma frente lá para sábado ou domingo. Até lá, os próximos dois dias são de continuidade do extermínio que está acontecendo aqui no sistema lagunar???, informou enquanto visitava a região com alunos.

Em resposta à Agência Brasil, a Comlurb informou que a retirada dos peixes da Praia da Barra ocorreu na manhã de ontem e não houve outra operação.

O biólogo informou que a junção da maré quadratura, que é quando não sobe e nem desce o nível da água, o calor intenso e a quantidade de esgotos, resulta na liberação dos gases sulfídrico e metano e provoca o sufocamento dos peixes e crustáceos. ???A situação hoje é dramática. Tudo que precisa de oxigênio dentro da coluna d’água está sufocando???, alertou.

Ele acrescentou também que nesse período de quadratura a mudança da água é baixa, e por isso a parte que estava podre não foi renovada. ???Você vê siri, peixe, camarão – todo mundo tentando respirar fora d’água???, completou.

Para Moscatelli, o problema – que é antigo na região – é fruto de ???duas chagas???: o crescimento urbano desordenado e a falta de saneamento universalizado. ???Temos comunidades à beira da Lagoa da Tijuca como a de Rio das Pedras, que tem 70 mil pessoas. Imagina o volume de esgoto que só essa comunidade gera, incluindo o resto da Baixada de Jacarepaguá???, afirmou.

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTIGOS RELACIONADOS

Mega-Sena acumula prêmio e próximo sorteio pode chegar a R$ 92 milhões

Resumo: Mega-Sena concurso 3066, sorteio realizado em São Paulo neste sábado, não teve ganhadores do prêmio principal. O próximo concurso pode pagar até...

Estudo aponta que mudanças climáticas são mais preocupantes do que a perda de empregos

Resumo: Brasil encara as mudanças climáticas como maior ameaça (41%), segundo o Termômetro do Brasil, estudo do Instituto Oyá em parceria com a...

Iniciativa convoca participação para reduzir o desperdício de alimentos

Resumo: A campanha #FazAXepa, vinculada ao Brasil Sem Desperdício, chega às redes sociais, feiras e mercados com o objetivo de reduzir o desperdício...