Palmeiras e São Paulo fazem a final do Paulistão neste domingo e reacendem rivalidade histórica

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Palmeiras e São Paulo se enfrentam neste domingo, dia 3, no Allianz Parque, pela partida de volta da final do Campeonato Paulista 2022 para reacender a rivalidade histórica entre os dois. Essa é a 3ª decisão entre as equipes com dois títulos do São Paulo (1992 e 2021). A rivalidade vem desde os anos 40, quando o clássico ganhou o nome de ???Choque-Rei???. Em 1941, aconteceu um dos maiores episódios dessa história, quando o então presidente Getúlio Vargas decretou que o Palmeiras trocasse o nome de Palestra Itália por causa da Segunda Guerra Mundial. O ponto é que os dirigentes do São Paulo foram uns dos que mais pressionaram para que o rival mudasse de nome. Essa ???rixa??? foi se renovando com o passar dos anos, chegando até as eliminações do Palmeiras nas Libertadores de 2005 e 2006. No ano passado, foi a vez do São Paulo ser eliminado pelo rival na mesma competição.

E é claro que essa rivalidade foi (muito) vista em campo. No Campeonato Brasileiro de 1994, Edmundo, atacante do Palmeiras, deu um soco em André, do São Paulo, e começou uma briga generalizada que terminou com todos os jogadores entrando na confusão e o jogo suspenso. Em 2008, durante o primeiro jogo da semifinal do Paulistão, o atacante Adriano marcou um gol de mão que gera discussões alviverde até hoje. Na volta, ao comemorar um gol, o chileno Valdívia fez gesto de silêncio a Rogério Ceni, e como resposta, o goleiro empurrou o rosto do camisa 10 causando discussão. Eliminado, o vestiário tricolor foi atacado com gás de pimenta. Os dirigentes também são polêmicos. Em 2014, Carlos Miguel Aidar respondeu a uma provocação de Paulo Nobre, na época presidente do Palmeiras, sobre a negociação de Alan Kardec. ???Queria dizer que a manifestação do presidente Paulo Nobre chega a ser patética e demonstra, infelizmente, o atual tamanho da Sociedade Esportiva Palmeiras, que ano após ano se apequena por demonstrações dessa natureza???, disse o presidente tricolor.

Nessa semana, uma nova história começou a ser escrita. Depois da classificação do São Paulo para a final, o presidente Julio Casares deu entrevista dizendo que faria valer o regulamento do Paulistão e não abriria mão de jogar a partida decisiva da final no domingo, dia 3. Isso porque o Palmeiras queria mudar a data devido ao show do Maroon 5 que acontecerá no Allianz Parque na terça-feira, dia 5, e não poderia jogar a final em casa devido ao tempo necessário para a montagem do palco para a apresentação. Após algumas ???provocações??? à presidente Leila Pereira, ficou acordado que o jogo acontecerá mesmo no domingo, mas com parte da arquibancada bloqueada pelo palco. Mesmo sem saber quem erguerá a taça no Allianz, é possível dizer que essa disputa já entrou para a história do Choque-Rei.

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