
O músico e cantor Eric Assmar está prestes a completar 34 anos e é de uma geração que ainda conviveu com o formato do álbum. Tem lembranças da infância e da adolescência, quando ouvia discos clássicos. Herdou o hábito do pai, o mestre baiano do blues Álvaro Assmar, morto após sofrer um infarto em 2017, aos 59 anos.
Compreensível, portanto, que Eric, como músico, se apegue a esse formato e ainda não tenha se rendido completamente ao single – música lançada isoladamente nas plataformas de música. E agora ele chega com mais um álbum, Home, todo composto durante a quarentena. “Cresci ouvindo álbuns clássicos e gosto de usar minha música para contar uma história. Por isso, o álbum é o formato adequado. Nele, as canções estão interligadas, tratam de uma atmosfera meio uniforme”, revela.
Home já está nas plataformas de streaming e poderá ser escutado ao vivo nesta quinta-feira (7), no show de lançamento, no Teatro Sesc Senac Pelourinho. Eric reúne pela primeira vez em Salvador a sua nova banda, em formação de quarteto, com os músicos Jelber Oliveira (teclados), Rafael Zumaeta (baixo) e Victor Brasil (bateria) para apresentar um show inédito, baseado nas canções do novo álbum.
O bluesman ressalta que, por ser um show de lançamento da banda e do álbum, esta apresentação tem uma atmosfera especial, que não se verá de novo. “Será num ambiente de teatro, com a iluminação e o apuro sonoro adequados. O álbum será apresentado na íntegra, com exceção de só uma música, que é acústica e tem um tom mais pessoal. Além disso, haverá também uma homenagem a Álvaro”, diz, referindo-se ao pai.
Eric diz que Home trata de questões relacionadas ao isolamento e à permanência em casa, provocada pela pandemia. “São impressões sobre a vida, inquietações, percepções. Tem momentos reflexivos e é uma homenagem a meu pai. Um trabalho muito sincero”.
O compositor diz que em seus discos anteriores o blues era a espinha dorsal, mas, desta vez, o ritmo de origem norte-americana está ainda mais presente e predomina. O primeiro disco, Assmar Trio, era mais roqueiro, enquanto o segundo, Morning, tinha fusão de blues com canção. “Home é mais comprometido com o blues. As canções também estão nele, mas certamente este é mais comprometido com o blues”.
E uma das razões para isso é que, com a morte do pai, Eric assumiu a apresentação e a pesquisa do programa Educadora Blues, na Rádio Educadora. “Meu trabalho de pesquisa sobre o blues então se intensificou, hoje respiro blues todos os dias. Como consequência, está mais presente em minha obra. ?? uma consequência natural”.
Mas nada impede que surja, por exemplo, uma fusão entre reggae e blues, como na faixa Close To Me. “?? um reggae com a leitura de um bluesman, como Robert Cray ou Keb’ Mo’. Então, em Close To Me, toco reggae do meu jeito, afinal, não posso dizer que tenho preparo para dizer que sou um músico de reggae”.
SERVI??O
ERIC ASSMAR – SHOW DE LAN??AMENTO DO ÁLBUM “HOME”
07 de abril (quinta), 20 horas.
Local: Arena do Teatro SESC Senac Pelourinho
Ingressos: R$ 40,00 (inteira) / 20,00 (meia)
Vendas: Bilheteria do local e Sympla (https://www.sympla.com.br/eric-assmar—show-de-lancamento-do-album-home__1523320)
Classificação indicativa: Livre
OBSERVA????ES:
Têm direito a meia entrada mediante apresentação de documento comprobatório:
Estudantes
Idosos
Pessoas com deficiência
Jovens pertencentes a famílias de baixa renda
O uso de máscara é obrigatório, bem como a apresentação de comprovação de vacinação contra a Covid-19

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