“A corrupção na polícia e no Judiciário permite que criminosos não sejam punidos e continuem com suas atividades criminosas”, na visão do coordenador do observatório permanente das Nações Unidas (ONU), Thomas Stelzer. A declaração foi dada na abertura do Fórum sobre Segurança e Desenvolvimento Humano na América Latina e Caribe, nesta segunda-feira (11), em Salvador. O evento é sediado no Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA).
O representante da ONU asseverou que “o combate à corrupção está intrinsecamente ligado a muitos outros problemas, incluindo direitos humanos, segurança e desenvolvimento humano”. Entre os exemplos, citou o caso de jornalistas investigativos que denunciam casos de corrupção e são ameaçados e sofrem perseguições violentas em alguns países. Essa relação está entre as questões prioritárias reconhecidas pela Agenda 2030 da ONU. Stelzer defendeu que toda a sociedade se aproprie desta agenda, formando uma “aliança global” para cumprí-la em prol do desenvolvimento social.
“A corrupção viabiliza atividades ilícitas, crimes econômicos, lavagem de dinheiro, crime organizado”, citou. O representante ainda destacou que “a corrupção prejudica países em desenvolvimento ou menos desenvolvidos” e que a corrupção só será combatida com uma educação anticorrupção.

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