Setor de serviços em Minas Gerais avança 2% em fevereiro, diz IBGE

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De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Minas Gerais saiu na frente de 14 estados em fevereiro, com crescimento de 2% em relação a janeiro de 2022. Enquanto isso, o Brasil no mesmo período,  teve uma retração de 0,2%, a segunda taxa negativa deste ano. Além disso, MG está em estabilidade entre as taxas negativas e positivas nos últimos 12 meses, o saldo ficou em 1,1%. 

O estado registrou o maior avanço entre as unidades federadas em relação ao mês anterior. O setor de serviços ficou 13,1% acima do patamar antes da pandemia, em fevereiro de 2020.  Minas se recupera bem desde junho de 2020, foram 14 taxas positivas e 7 negativas.

As principais atividades que influenciaram neste crescimento foram – na comparação com o mesmo mês do ano anterior –  as de serviços prestados às famílias (26,5%) e serviços profissionais e administrativos (21,7%). Outros serviços (-34,1%) apresentou o maior recuo, mantendo a tendência de baixa dos últimos meses. No total, considerando todas as atividades, o aumento foi de 8,1%. 

 

 

Leia também: Minas Gerais é o segundo estado com mais vagas para transporte de cargas

 

 

No acumulado de 12 meses, todas as cinco atividades avançaram, com destaque para serviços prestados às famílias (25,1%) e transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (20,6%) . 

Brasil 

Os dados são da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada hoje (12/4) pelo IBGE. O setor de serviços variou -0,2% na passagem de janeiro para fevereiro, acumulando uma perda de 2% frente ao nível de dezembro de 2021. 

A pandemia foi o principal motivo para a variação das taxas brasileiras no setor de serviços. Dentre as cinco atividades pesquisadas, serviços de informação e comunicação (-1,2%) e outros serviços (-0,9%) tiveram as maiores taxas de retração no mês de fevereiro. 

Apesar de muitas instabilidades, o setor de serviços prestados à família não sofreu grandes variações, variaram 0,1% em fevereiro.

Retorno da clientela

 

O dono de um salão, que prefere não se identificar,  na região central de Belo Horizonte, afirma que sentiu o retorno dos clientes após o avanço da vacinação. ” Senti muito, tinha semana que meu salão ficava vazio por quase dois dias. Mas nos últimos meses, desde janeiro, o retorno veio, e a clientela aumentou consideravelmente”, argumenta. 

 

Ele afirmou também, que a localização privilegiada ajuda bastante. “Estou no bolo de serviços da cidade, aqui tem de tudo. Se a galera precisa de um corte rápido, só um acerto, é aqui mesmo. Isso ajuda muito no lucro.”  

Outro setor que teve alta foi o de transportes, que cresceu 2% em fevereiro. Além desse, também com alta, os serviços profissionais, administrativos e complementares cresceram 1,4%, quarto resultado positivo consecutivo, com expansão acumulada de 6,8%. 

Em fevereiro, foram impulsionados pelas maiores receitas obtidas pelas empresas que atuam com locação de mão de obra temporária, atividades de cobrança e informações cadastrais e locação de automóveis.

 

 *Estagiária sob supervisão da subeditora Fernanda Borges 

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