Alta nos preços dos remédios nesta sexta-feira é a maior em 10 anos

Escrito por: Diógenes Cunha

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Entra em  vigor nesta sexta-feira (1º/4) a maior alta nos preços dos remédios dos últimos 10 anos. Os medicamentos ficam, em média, 10,89% mais caros a partir de hoje.

O anúncio prévio, no dia 16 de março – de competência da Câmara de Regulação de Mercado de Medicamentos (CMED), órgão interministerial vinculado à Agência Nacional de Vigilância sanitária (Anvisa)-, provocou nessa quinta-feira (31/3) uma corrida às farmácias em Belo Horizonte.

Entenda

 

Seguindo a alta acumulada da inflação nos últimos 12 meses, o segmento de medicamentos teve os preços reajustados, conforme o   Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos (Sindusfarma), de 10,89%, na média, porém, alguns remédios podem ser reajustados em  até 18% em todo o país.

Cerca de 10 mil medicamentos estão na lista oficial. E a atualização dos valores é feita anualmente. No ano passado, o reajuste ficou em 9%, em média, com máxima de 10,08%.

Considerando o percentual máximo e não a média, em 2020, o reajuste foi de até 5,21% e, em 2019, os medicamentos ficaram até 4,33% mais caros. Em 2018, o percentual máximo foi menor ainda, de 2,43%, enquanto em 2017 foi de 4,76%.

Em 2016, um ano fora da curva, o máximo aplicado foi de 12,5%. Foi a primeira vez que o aumento autorizado ultrapassou a inflação acumulada entre abril de 2015 e março de 2016, que foi de 10,36%. 

Em 2015, a alta foi de até 6%; em 2014, até 3,52%; em 2013, de até 4,59%, e, em 2012, até 2,81%. 

Mas o aumento não é linear. Ele poderá variar de um item para o outro. Os de baixa concorrência tendem a ter reajuste menor, pois a CMED atua para coibir abuso de preço. E os de alta concorrência, como os genéricos, podem sofrer maior alteração, por terem mais liberdade de regulação no mercado. Então, de maneira geral, a variação poderá ser de 2% a 20% . 

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