Inflação no preço dos aluguéis de imóveis em BH tem alta de 14,11%

Escrito por: Diógenes Cunha

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A inflação no preço dos aluguéis em Belo Horizonte subiu 14,11% em um ano. O número faz parte dos dados do Índice de Variação de Aluguéis Residenciais (IVAR), publicado nesta quarta-feira (6/4) pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Esse índice apontou para um aumento da inflação nos valores acumulados de 12 meses dos aluguéis em Belo Horizonte, além de uma queda na taxa mensal.
 
A taxa de variação mensal do IVAR na capital mineira, entre fevereiro e março, sofreu uma desaceleração mas segue inflacionada, caindo de 3,80% para 2,32%.

Em fevereiro a inflação no valor acumulado dos imóveis nos últimos 12 meses era de 9,32% na capital mineira, mas no mês passado esse número aumentou para 14,11%, a maior dentre as quatro capitais analisadas.

 
Além de Belo Horizonte, o IVAR analisa outras três capitais: São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ) e Porto Alegre (RS). A capital gaúcha foi a única a apresentar uma deflação, passando de 3,61% em fevereiro para -1,25% no mês de março, essa foi a maior queda do IVAR. Em São Paulo foi de 2,38% para 1,30%, e no Rio de Janeiro a inflação baixou de 2,55% para 1,44% no mês passado.
 
Porto Alegre foi a única a apresentar uma queda na inflação, passando de 5,46% no acumulado em fevereiro para 4,98% em março. Já no Rio de Janeiro, o acumulado subiu de 4,90% para 7,27%; enquanto em São Paulo foi de 2,83% no mês de fevereiro para 4,09% em março.
 
No cenário nacional, o preço do aluguel residencial subiu 0,81% em março deste ano, isso significa uma desaceleração em relação à fevereiro, que teve alta de 2,92%. Com isso o índice acumulou uma variação de 6,24% em 12 meses, essa é a maior nesta base de comparação desde o início da série histórica, em janeiro de 2019.
 
O que é o IVAR?
 
O Índice de Variação de Aluguéis Residenciais (IVAR) foi desenvolvido para medir a evolução mensal dos valores de aluguéis residenciais do mercado de imóveis no Brasil. Esse índice leva em consideração os valores de transação, com base em contratos de locação efetivamente firmados, sejam novos ou contratos renegociados e seus reajustes anuais. O objetivo é oferecer um índice que reflita de maneira mais fiel a realidade do mercado imobiliário, e que sirva como bom balizador também para definição de políticas públicas.
 
O próximo indice será divulgado no dia 6 de maio.

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