Agremiação carnavalesca mais antiga do Brasil faz cortejo em Ouro Preto

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Após dois anos sem subir e descer as ladeiras da cidade histórica de Ouro Preto, os tradicionais bonecos gigantes da agremiação carnavalesca mais antiga e em atividade no Brasil – Zé Pereira do Club dos Lacaios – voltaram com cortejo no início da noite deste domingo (1/5).
Com 155 anos de tradição, foi apenas no período da pandemia da COVID-19 que os tradicionais bonecos ficaram sem sair às ruas e o cortejo é para celebrar o grande retorno às ladeiras de Ouro Preto após dois anos reclusos, é o que afirma o presidente do Zé Pereira e o Clube dos Lacaios, Arthur Carneiro.
A festa começou às 18h com a tradicional banda vestida de fraque vermelho que iniciou com o rufar dos tambores em frente à sede da agremiação localizada na rua Santa Efigênia, no bairro Antônio Dias. De lá, o cortejo com centenas de pessoas seguiu até à praça Tiradentes na companhia dos bonecos gigantes de Tiradentes e de personalidades conhecidas na cidade como “Waldir do Radinho”, “Sinhá Olímpia” e “Ninica”.

“A sensação é única para toda a população e os membros. Todos nós já não víamos a hora de poder retornar às nossas apresentações”.
As irmãs Lara e Letícia já estavam presentes na concentração acompanhadas pela mãe Laísa Césario, desde às 17h. ” Viemos animadas para seguir o bloco ouro -pretano e celebrar uma de nossas tradições”.

Saudade

O presidente do bloco lembra de importantes pessoas que já fizeram parte do Bloco e que morreram durante esses dois anos de reclusão. Roque Liberato Nolasco, conhecido popularmente como “Roque Muié Véia”, foi uma das perdas. Sua trajetória como cariá no Zé Pereira do Club dos Lacaios iniciou em 1950, ao lado de outro conhecido cariá Nicodemus Mateus Cruz.

“Quem conhecia o Roque via sua personalidade forte, mas também via a sua bondade, um verdadeiro homem de fé que onde a Irmandade do Senhor Bom Jesus de Matosinhos estivesse, podia ter certeza que Roque também estava lá carregando a cruz”.
Outra personalidade é Hilton Pedro Sales, o Jacaré. “Essa noite é de festa, de alegria pela volta da nossa agremiação, mas também é importante lembrar dessas pessoas que fizeram parte de nossa história”.

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