Em ato pró-Bolsonaro, em BH, manifestantes agridem a imprensa

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Um fotojornalista do Estado de Minas foi hostilizado por manifestantes enquanto cobria o ato pró-Bolsonaro, na manhã deste domingo (01/05). Ele fotografava uma confusão em meio aos manifestantes, quando passou a ser alvo de ataques. Os apoiadores do governo o chamaram de ???espião”, “funcionário Globo??? e ???petista??? enquanto o expulsavam, de forma abrupta, da Praça da Liberdade, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. 
De acordo com o repórter, enquanto ele fotografava o ato, percebeu uma confusão entre alguns apoiadores do presidente e uma mulher que gritava ???fora-Bolsonaro???. Ao tentar registrar o alvoroço, o fotógrafo começou a ser perseguido e hostilizado pelas mesmas pessoas que brigavam com a mulher.

Uma senhora de meia-idade chegou a agredi-lo tentando arrancar sua máscara, quando se negou abaixar a câmera e parar de fotografar. ???Sai daqui” “petista palhaço, espião???, gritava um homem enquanto empurrava o fotógrafo para fora da praça. 

???Tentaram tirar a minha máscara à força e tentaram tapar minha câmera com as mãos e bandeiras, quando perceberam que eu não ia ceder, fui perseguido e empurrado mais de três vezes por um grupo de pessoas”, lamentou o fotógrafo. 
 
Em meio as hostilidades, ele se dirigiu aos dois policiais, que o acompanharam até o outro lado da praça.
 
???LIBERDADE DE EXPRESS??O???
Os apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL) se reuniram na manhã deste domingo, no feriado do Dia do Trabalhador, na Praça da Liberdade, para mais uma vez pedir a intervenção das Forças Armadas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e clamarem pela liberdade de expressão. O ato precede a condenação do deputado Daniel Silveira (PTB) a 8 anos de prisão e o indulto dado à ele pelo presidente. 
Daniel Silveira era acusado pela Procuradoria Geral da República (PGR) pelos crimes de coação (uso de força) no curso de um processo judicial, incitação à animosidade entre as Forças Armadas e o STF e por tentativa de impedir o livre exercício dos Poderes da União. Os crimes, segundo a denúncia, aconteceram entre 2020 e 2021 quando ele divulgou vídeos em redes sociais atacando o STF, defendendo uma intervenção militar e ofendendo pessoalmente membros da Corte.

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