O Federal Reserve (Fed), Banco Central americano, elevou nesta quarta-feira, 4, em 0,50 ponto percentual as taxas de juros para o intervalo entre 0,75% e 1%. O anúncio já era esperado pelo mercado. Essa é a maior alta em mais de 20 anos e a segunda elevação consecutiva. O aumento é uma forma para tentar controlar uma inflação recorde. A votação para elevação do preço foi unânime. Em comunicado, o banco declarou: ???A inflação permanece elevada, refletindo desequilíbrios de oferta e demanda relacionados à pandemia, preços mais altos de energia e pressões mais amplas sobre os preços???.
O Fed ressaltou que ???novas altas se justificarão no futuro???, e que os gastos das famílias e o investimento fixo das empresas permaneceram fortes, embora a atividade econômica tenha diminuído. ???Os ganhos de emprego foram robustos nos últimos meses e a taxa de desemprego diminuiu substancialmente???. Em março a taxa já tinha sido elevada em 0,25 ponto percentual. Essa alta vai refletir na maioria dos países, sendo o Brasil um dos mais afetados.O Fed vai começar a reduzir seus ativos em bônus a partir de primeiro de junho e advertiu que a guerra na Ucrânia e os confinamentos na China agravam a inflação. Nesta quarta, conhecida como ???superquarta??? também vai ser decidido a elevação da taxa básica de juros (Selic).

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