Um dia depois de pedir à Procuradoria Geral da República que investigue o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, o presidente Jair Bolsonaro (PL) o cumprimentou na posse de novos ministros do Tribunal Superior do Trabalho (TST), nesta quinta-feira (19/5).
Apesar da formalidade, quando o nome de Moraes foi anunciado pela cerimonialista, Bolsonaro não bateu palmas. O ministro foi ovacionado pela plateia.
Nessa quarta-feira (18/5), Bolsonaro apresentou uma representação na PGR pedindo abertura de investigação contra o ministro. No documento, Bolsonaro acusa, mais uma vez, o ministro de abuso de autoridade.
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No mesmo dia, um pouco mais cedo, o ministro Dias Toffoli, também do STF, rejeitou outro pedido de investigação apresentado pelo presidente contra Moraes.
A notícia-crime alegou abuso de autoridade. Para Bolsonaro, o inquérito das fake news, no qual ele é investigado, não se justifica.
No documento encaminhado à PGR, Bolsonaro afirma que o ministro teria realizado ???sucessivos ataques à democracia, desrespeito à Constituição e desprezo aos direitos e garantias fundamentais???.
O texto enumera itens da notícia-crime levada ao Supremo. Entre eles, mais uma vez, a ???injustificada investigação no inquérito das Fake News, quer pelo seu exagerado prazo, quer pela ausência de fato ilícito???.
Ainda segundo o documento, Moraes ???insiste em mantê-lo [Bolsonaro] como investigado???.
Crise
A ação do presidente faz parte de mais um capítulo da crise institucional entre os dois Poderes. O presidente faz reiterados ataque a ministros, tribunais e também coloca em dúvida a lisura do processo eleitoral brasileiro.

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