Apesar da proposta oficial ainda não ter sido concretizada, as negociações entre o Bahia e o Grupo City para a compra de uma possível SAF do tricolor seguem em andamento. Na noite desta sexta-feira (20), o presidente do Esquadrão, Guilherme Bellintani, voltou a falar sobre o assunto.
Em tom de cautela, Bellintani explicou que o processo está sendo conduzido da melhor maneira possível e que uma negociação dessa requer cuidados para que tudo aconteça da maneira correta.
???A conversa segue acontecendo. Em outros momentos a gente chegou a dar prazos, falando que estava muito perto de acontecer. Agora, pela profundidade do processo que precisa acontecer, a gente tem preferido não dar prazos, mas o que eu posso dizer é que cada dia temos pequenos avanços, trabalhando bastante, tem muita gente envolvida no processo, com alta qualidade e muita preocupação no que está sendo feito, pessoas do mais alto gabarito envolvidas nesse tema???, iniciou ele.
???Não é na velocidade que eu queria, não é na velocidade que o torcedor queria, mas é na velocidade necessária para uma decisão de tamanha responsabilidade que é essa. ?? uma decisão permanente, eterna para o clube, que dificilmente terá volta e por isso precisa ser bem trabalhada e estamos fazendo isso???, completou.
Nas últimas semanas, representantes do Grupo City estiveram em Salvador para estreitar as conversas. Após o acerto final, a proposta de compra e transformação do clube em Sociedade Anônima do Futebol (SAF), vai ser levada ao Conselho Deliberativo e posteriormente à Assembleia Geral Extraordinária (AGE), na qual os sócios vão decidir sobre a venda ou não.
Guilherme não falou sobre valores, mas a negociação gira em torno de R$ 650 milhões por 90% das ações do Bahia. O fundo árabe passaria então a gerir o futebol do tricolor. Questionado se os acordos para pagamento de dívidas realizados nos últimos dias tem relação direta com a transformação do clube em SAF, Bellintani garantiu que não.
???Primeiro que não estamos tomando nenhuma decisão diária no clube em função de SAF. Nós administramos o clube diariamente como se nada fosse acontecer. ?? lógico que paralelo a isso a gente faz toda a negociação da SAF esperando que ela aconteça no menor prazo possível, mas o dia a dia do clube é independente da SAF. A gente não pode contar com algo que não foi assinado, que não foi avaliado pelo Conselho Deliberativo, que é uma instância que vai analisar com todo cuidado. Não podemos contar com uma coisa que não foi votada pelos sócios???, disse.
Essa semana, o Bahia firmou um novo acordo com a Justiça do Trabalho. O tricolor estava em débito com o acórdão firmado em 2011 e chegou a ter o pedido de bloqueio de receitas na CBF. No novo contrato, o clube reduziu os aportes mensais de R$ 450 mil para R$ 150 mil. O valor é utilizado pela Justiça para quitar dívidas trabalhistas. Além disso, o Esquadrão usou a cota pela classificação às oitavas de final da Copa do Brasil para amortizar o débito.
???Seguimos pagando as nossas dívidas. Dei o exemplo da dívida trabalhista, nós liberamos o pagamento de R$ 2,7 milhões [cota da Copa do Brasil] mais R$ 150 mil por mês ou 10% da renda mensal do clube, o que for maior, lembrando que a até hoje o clube vivem em função dessa dívida antiga, com muita dificuldade???, explicou Bellintani.

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