Prefeitura e professores não entram em acordo; greve completa 6 dias

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No sexto dia de greve da rede municipal de ensino de Salvador, uma nova reunião entre a prefeitura e os professores, realizada nesta terça-feira (24), terminou sem acordo. Na quarta-feira (25), a categoria fará uma Assembleia Geral, às 9h, no Ginásio de Esportes dos Bancários, para definir os próximos passos. 

O secretário municipal de Educação, Marcelo Oliveira, afirmou, nesta terça (24), que 80% das escolas de Salvador funcionam normalmente. Para a Associação de Professores Licenciados da Bahia (APLB), seção Salvador, no entanto, 70% das instituições estão paradas. 

A categoria ocupou, nesta terça, a Tribuna Popular da Câmara de Vereadores de Salvador. Na ocasião, a diretora da APLB, Elza Melo, expôs que a categoria não é responsável pela greve e que reivindica um reajuste salarial de 33,24% para os trabalhadores ativos e aposentados, efetivos e Reda, a partir de janeiro deste ano. 

“A greve não é apenas por reajuste salarial, mas por melhorias na área de tecnologia digital de ensino, qualidade na merenda escolar e a ausência de ADI???S”, afirmou a diretora.

O secretário aproveitou para convocar os pais para que levem seus filhos para as unidades de ensino, apesar da greve declarada dos professores. Ele pontuou que o piso salarial da categoria já é pago em Salvador e, com o reajuste de 11,37% proposto pela prefeitura, a remuneração média dos professores será de R$ 8,3 mil. 

“Fazemos um apelo para as famílias que levem as crianças para a escola, porque só temos 20% das escolas que paralisaram. Portanto, quase 80% das escolas estão funcionando e a gente apela para que os pais levem seus filhos, suas crianças para a escola, que estão lá com professores e portas abertas”, disse Marcelo Oliveira. 

O gestor da pasta explica ainda que, em Salvador, os professores já recebem o salário acima do piso, antes mesmo do mais recente reajuste aprovado pelo governo federal. Hoje, o piso nacional é de R$ 3.845, enquanto na capital baiana este valor gira em torno dos R$ 4,3 mil.

“Então a remuneração do professor está muito acima do piso. Nós oferecemos 11,37% que é o limite da nossa capacidade de remunerar os professores. Consumimos, com salário apenas de professor, mais do que a totalidade do que recebemos do Fundeb”, frisou o secretário.

O presidente da APLB, Rui Oliveira, informou, no entanto, que o secretário confunde piso com remuneração. “Remuneração é o somatório de piso mais vantagens. Nós queremos o reajuste do piso salarial”, declarou. Segundo ele, a prefeitura oferece um reajuste de 6%, enquanto a categoria pede 33,24%.

Laiz Menezes, com orientação da subeditora Fernanda Varela.

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