Vídeo mostra marceneiro entrando no prédio onde matou bancária no Itaigara

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Imagens das câmeras de segurança do prédio onde morava a bancária Rita Maria Brito Fragoso e Silva, de 62 anos, mostram quando o suspeito pela morte da idosa chegou ao edifício, no Itaigara, no dia do crime. Era 17h39 do dia 12 de maio.

O marceneiro Max William Simões Santos fingiu interfornar e ficou alguns minutos aguardando em frente ao portão. Um morador aparece depois para sair e nessa hora Max aproveita para entrar. O vídeo foi exibido pela TV Bahia.

Ele foi filmado subindo de elevador até o andar do apartamento da bancária. Imagens de outra câmera mostraram quando Rita Maria chegou em casa, pela garagem, às 18h14. São as últimas imagens dela em vida.

O corpo de Rita foi encontrado dias depois por um sobrinho, depois que os familiares estranharam o silêncio da bancária. Segundo a sobrinha da vítima, todas as portas do apartamento estavam trancadas. Dias depois, o acusado foi preso no Arraial do Retiro. Ele já tinha prestado serviço para Rita.

Os filhos da bancária, que são portugueses e vivem em Portugal, só conseguiram chegar a Salvador nesta segunda (23), perdendo o enterro da mãe. “Tudo aconteceu muito rápido, nos sentimos impotentes no sentido que não pudemos estar presentes no decorrer de toda a situação, a investigação. Mas é acima de tudo triste, nenhum ser humano merece passar pelo sofrimento que nossa mãe passou”, disse Fábio Fragoso à TV Bahia.

O desejo é ecoado pela irmã dele, Maria Fragoso. “Espero que façam a justiça, é o mínimo que a família merece, para podermos viver o resto de nossas vidas com alguma paz, saber que ela teve no mínimo o que merece”.

A prisão temporária do suspeito foi convertida para preventiva após audiência de custódia realizada nesta segunda-feira (23). A informação é do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA).

Crime
O corpo de Rita foi encontrado no 6º andar do edifício Itaigara Pratical Residence, na Rua ??rico Veríssimo. Segundo a sobrinha da vítima, todas as portas do apartamento estavam trancadas. “Inclusive a porta da varanda, que ela tinha o hábito de deixar aberta para os gatos fazerem suas necessidades. E os gatos estavam trancados em um armário. Tudo isso foi feito para não chamar a atenção de ninguém, acredito”, disse.

Natural de Jequié, Rita viveu durante muitos anos em Portugal, mas voltou ao Brasil há sete anos. “Assim que ela veio, fez o concurso e passou no Banco do Brasil. Ela tem dois filhos que moram em Portugal”, contou a sobrinha. O enterro dela aconteceu na tarde de segunda-feira (16), no Cemitério Bosque da Paz.

Segundo a coordenadora da 1ª Delegacia de Homicídios (Atlântico), delegada Pilly Dantas, o autor já havia realizado serviços de marcenaria no apartamento da vítima. ???A idosa contratou uma empresa, meses atrás, para fazer os serviços no apartamento. Este marceneiro, que foi encaminhado para efetuar o serviço, teve acesso novamente ao imóvel para cometer o crime???, detalhou.

De acordo com a polícia, o homem confessou o crime e disse que precisava de dinheiro para pagar uma dívida com agiota. ???Recuperamos o notebook, com uma terceira pessoa que havia comprado na mão do autor???, complementou a delegada. 

“Ele já conhecia o acesso e a rotina do prédio. Sabia que não tinha porteiro e funcionários que controlassem a entrada, o horário que a vítima ia voltar para casa e que ela morava sozinha. Então, esperou alguém sair para ter acesso ao prédio. Ele ficou aguardando a chegada dela na porta do apartamento e disse que precisava fazer a medição de um dos móveis. A empresa não tinha conhecimento de nada disso???, explicou a delegada.

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