Lula e Kalil: Quintão diz que viés social o levou à chapa para o governo

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Indicado nesta quinta-feira (26/5) para o posto de vice-candidato ao governo mineiro na chapa de Alexandre Kalil (PSD), o deputado estadual André Quintão (PT) diz que sua maior afinidade com o ex-prefeito de Belo Horizonte está no campo social. O parlamentar quer levar, à campanha do pessedista, ideias ligadas ao combate à miséria. Segundo ele, sua afinidade com Kalil é “política” – e não “pessoal”.

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 “Minha entrada [na chapa] é de viés social. ?? a incorporação, à campanha do Kalil, de um projeto progressista”, afirmou, em entrevista exclusiva ao Estado de Minas. “Minha maior aproximação com Kalil não é pessoal, mas política. Política em função do que ele fez em Belo Horizonte na questão social. O que Kalil fez em BH, pode fazer por Minas – e Lula vai tentar fazer pelo Brasil”, emendou.

Líder da coalizão de oposição a Romeu Zema (Novo) na Assembleia Legislativa, André Quintão vai ocupar o posto entregue a Agostinho Patrus (PSD), presidente do Parlamento mineiro. O deputado abriu mão da vaga a fim de encaixar o PT na chapa e, assim, viabilizar o palanque Lula-Kalil.

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“Combater a pobreza e a insegurança alimentar é minha prioridade absoluta. Essa é minha ‘liga’ com Kalil”.

Como revelou o EM na semana passada, Quintão era o favorito a compor a dobradinha com Kalil por ser benquisto pelo ex-prefeito de BH. Pesava a seu favor, também, o fato de ser próximo a Agostinho Patrus. Uma reunião em São Paulo (SP), hoje, selou a indicação.

Enquanto PT e PSD debatiam os termos da aliança em Minas, Kalil sugeriu diretamente a Lula o nome de André Quintão. “[A costura] envolve o pré-candidato Alexandre Kalil e, também, o presidente Lula. O pedido [para ser vice] foi uma construção coletiva que envolveu Kalil, Agostinho Patrus e Lula”, explicou.

Novo vice quer ampliar leque de alianças

A reboque do acordo com o PT, Kalil ganha os apoios de PCdoB e PV, que vão formar uma federação partidária com os petistas. A Rede Sustentabilidade, que compôs o governo dele na prefeitura, também deve estar no leque de alianças.

Segundo Quintão, uma das ideias é tentar levar, ao grupo, legendas como o Psol e o PSB, que têm pré-candidaturas próprias ao Palácio Tiradentes – Lorene Figueiredo e Saraiva Felipe, respectivamente.

Assistente social e ex-vereador de Belo Horizonte, o petista exerce mandato de deputado estadual desde 2003. Ele chegou a ocupar a secretaria de Estado de Trabalho e Assistência Social em parte do governo de Fernando Pimentel. O parlamentar é conhecido no PT por ter bases eleitorais fixadas em várias regiões mineiras.

“A apresentação de meu nome ao partido é resultado de um trabalho de anos. Há, também, relação com os movimentos sociais, especialmente no combate à pobreza e à exclusão, de respeito às comunidades tradicionais e indígenas, e às causas civilizatórias – contra a homofobia e em defesa da igualdade racial”, pontuou.

Quintão é do grupo político do deputado federal petista Patrus Ananias. Essa ala da legenda teve, inclusive, certo espaço durante a gestão de Kalil na Prefeitura de BH. No início de seu primeiro mandato, Kalil escolheu a assistente social Maíra Colares para a secretaria de Assistência Social, Segurança Alimentar e Cidadania após Patrus negar o convite.

“Falei [a Patrus]: ‘então, me arruma uma assistente social que você confie. Disso não entendo nada e preciso ajeitar a tragédia que estou vendo acontecer'”, relembrou, em 2020, ao “Roda Viva”, da TV Cultura.

O ‘encontro’ de Kalil e André Quintão

Apesar da simpatia a André, Kalil disse, há três dias, que conheceu o novo parceiro recentemente, durante um encontro em seu escritório. Segundo o pessedista, eles foram apresentados já depois da renúncia à Prefeitura de Belo Horizonte.

Durante participação no “EM Entrevista”, podcast do EM e do Portal Uai, Kalil garantiu que não interferiria no processo do PT para escolha do vice.

 “?? um cara que vai trabalhar com o candidato ao governo e [eventualmente] no governo de Minas. ?? lógico que vai passar pelo PT, mas tem que passar pelo [candidato a ] governador, porque é um cargo para exercer poder, de extrema confiança do governador”, explicou.

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