Jovem alérgica à água evita tomar banho e não pode chorar; entenda doença rara

Escrito por: Diógenes Cunha

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Água é o elemento mais essencial à vida, mas é o que causa grandes problemas à uma jovem de 15 anos. Abigail Beck é alérgica ao líquido e, por isso, leva uma vida completamente diferente.

Em entrevista ao jornal britânico Daily Mail, a adolescente contou que tem que evitar tomar banho, por exemplo, porque o líquido causa erupções na pele dela. Até mesmo chorar ou suar provocam queimação. 

Ao tocar em seu corpo, a água causa uma sensação de ácido, o que faz com que tenha de se lavar uma vez a cada dois dias.

Além disso, a garota não toma um copo de água há mais de um ano porque isso a faz vomitar. Para não se desidratar, ela opta por bebidas energéticas ou suco de romã, que contêm menor teor de água.

A doença de que ela sofre é a urticária aquagênica, uma condição rara que, estima-se, afeta uma em cada 200 milhões de pessoas em todo o mundo.

A urticária aquagênica “é uma forma rara de urticária física na qual o contato com a água, independentemente de sua temperatura e fonte, provoca urticária. As lesões cutâneas podem ser confundidas com erupções de urticária colinérgica; entretanto, não podem ser evocadas por exercício, sudorese, calor ou estresse emocional. As lesões estão localizadas principalmente na parte superior do corpo (pescoço, tronco, ombros, braços e costas)”, descrevem os autores de um artigo que a descreveu em 1964.

Para o tratamento de Abigail, os médicos indicaram pílulas de reidratação, além de considerarem o uso de fluidos intravenosos como forma de suprir a baixa ingestão de líquidos. Outros tratamentos incluem radiação ultravioleta, esteroides, cremes específicos e banhos de bicarbonato de sódio.

A jovem contou ao jornal britânico que chegou a adiar a ida ao médico por medo de pensarem que ela era “louca”.

“Demorou muito tempo a ser diagnosticada. Ela [doença] progrediu lentamente e começou a piorar com o tempo. Quando chovia, doía muito, parecia ácido. Achei normal, então perguntei à minha mãe se a chuva parecia ácida para ela quando chovia, e ela disse que não.”

Nas poucas vezes em que consegue beber água, a adolescente tem que tomar anti-histamínicos e esteroides para evitar uma reação alérgica.

Para ela, a água se tornou algo traumático. “Não tenho ideia do que pode acontecer, o que é assustador para mim. Eu nunca tenho vontade de beber água, não quero beber, o gosto é ruim para mim.”
 

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