O Instituto Avon idealizou a pesquisa “Violência Contra Mulheres e o Futebol”, o estudo encomendado ao Fórum Brasileiro de Segurança Pública traz que os boletins de ocorrências por ameaça contra as mulheres, em cinco capitais do Brasil, aumentam em 23,7% quando o time da cidade joga.
Como todos sabemos no Brasil, futebol não é apenas um esporte, mas sim uma paixão nacional. De acordo com uma pesquisa realizada pelo Ibope Repucom 82% dos entrevistados se declaram interessado e 42% superfãs.
Esta relação entre esporte e enfrentamento às violências contra mulheres e meninas, foi analisada a partir da base de dados de violência considerando os dias de jogos do Campeonato Brasileiro da série A entre as temporadas de 2015 e 2018, em cinco capitais brasileiras: Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, Belo Horizonte e Porto Alegre.
Na cidade de Salvador, por exemplo, esses números são absurdos: mulheres negras são maioria entre as que realizaram boletim de ocorrência após sofrerem ameaça (81,8%) ou agressão física (85%) em dias de jogos. As mulheres brancas equivalem a 6,5% das que relataram terem sido ameaçadas e 5,3% das que sofreram violência física.
Mais que números, estas estatísticas demonstram que machismo e futebol ainda caminham juntos e reafirma a necessidade de maiores ações de combate à violência. Dados de transmissão, registros de mulheres na torcida e a próprio futebol feminino já dão sinais há tempos que a paixão pelo esporte, em especial futebol, não é exclusividade entre os homens.
Turbilhão Feminino: Um cartão vermelho para violência, futebol e a agressão contra mulheres
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