Desaparecidos na Amazônia: PF encontra sangue em lancha de suspeito

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A perícia encontrou, nesta quinta (9), vestígios de sangue na lancha usada por Amarildo da Costa de Oliveira, investigado por envolvimento no desaparecimento do indigenista Bruno Pereira e do jornalista inglês Dom Phillips na Amazônia. Ainda não há conclusões que apontem que o sangue é humano ou de animais. A Polícia Civil pediu a prisão temporária dele.

Amarildo, conhecido como Pelado, está preso desde terça após as autoridades encontrarem com ele uma porção de droga e munição de uso restrito das Forças Armadas.

Ribeirinhos afirmam que viram a lancha dele, já apreendida, perseguindo a embarcação dos desaparecidos, no trajeto entre a comunidade ribeirinha São Rafael e a cidade de Atalaia do Norte. Até o momento, não há informações sobre o paradeiro de Bruno Pereira e Dom Phillips. Eles foram vistos pela última vez na manhã do último domingo (5).

Perícia

O delegado do município de Atalaia do Norte, Alex Perez Timóteo, explicou ao g1 que a perícia na embarcação foi feita com o uso de um reagente de nome luminol, que apontou “vários vestígios de sangue”.

“Resta saber, comprovar, com o laudo, se se trata de sangue humano ou de animal. Ainda não temos essa confirmação, mas a perita informou que o laudo sairá em tempo hábil”, afirmou o delegado, sem dar previsão de quando isso deve acontecer.

O material coletado durante perícia foi encaminhado de helicóptero para Manaus para análise, segundo a Polícia Federal.

Como mostrou o Estadão, Pereira foi mencionado em um bilhete apócrifo com ameaças, escrito por pescadores ilegais que atuavam na área e dirigido à entidade para a qual o indigenista trabalhava.

Pereira é um prestigiado indigenista da Fundação Nacional do Índio (Funai) e está licenciado para trabalhar diretamente com a União das Organizações Indígenas do Vale do Javari (Univaja). Entre 2015 e 2020, ele atuou no contato de comunidades isoladas dentro do território do Javari que entraram em choque com comunidades da etnia matis, contactada há décadas. A região reúne o maior número de comunidades isoladas do mundo.

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