ONU cobra empenho do Brasil nas buscas por jornalista e indigenista

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O Alto Comissariado das Nações Unidas para Direitos Humanos cobrou, nesta sexta-feira (10/6), que o governo brasileiro se empenhe em localizar o jornalista Dom Phillips e o indigenista Bruno Pereira. Os dois desapareceram há cinco dias no Vale do Javari, na Amazônia.
Em um pronunciamento, a porta-voz da agência, Ravina Shamdasani, disse que é necessário que as autoridades em nível federal e local “reajam de forma robusta e expedita” para encontra-los. “Instamos as autoridades brasileiras a redobrarem seus esforços para encontrar Phillips e Pereira, com tempo de urgência, tendo em vista os riscos reais aos seus direitos à vida e à segurança”, afirmou.
Ravina Shamdasani também destacou a importância do trabalho que estava sendo realizado pelo jornalista e pelo indigenista, e que devido a isso, Bruno já tinha recebido ameaças.
“Phillips e Pereira têm desempenhado um papel importante na conscientização e defesa dos direitos humanos dos povos indígenas da área, inclusive monitorando e denunciando atividades ilegais no Vale do Javari. Pereira teria recebido ameaças relacionadas ao seu trabalho em defesa dos povos indígenas e do meio ambiente”, afirmou.
Por fim, a agência ainda falou sobre a preocupação com os constantes ataques e perseguições enfrentados por quem defende os direitos humanos, ambientalistas e jornalistas no Brasil. “As autoridades têm a responsabilidade de protegê-los e garantir que possam exercer seus direitos, inclusive à liberdade de expressão e associação, livres de ataques e ameaças”, disse.
Investigação 
Nesta quinta-feira (9/6), a Justiça decretou a prisão temporária do suspeito Amarildo da Costa de Oliveira, 41 anos, conhecido como “Pelado”, preso em flagrante na última terça-feira (7/6) pela Polícia Federal. A PF encontrou vestígios de sangue na embarcação dele. O material está sendo periciado.
Os dois desapareceram no Vale do Javari, na Amazônia, quando faziam uma viagem entre a comunidade Ribeirinha São Rafael até a cidade de Atalaia do Norte no domingo (5/6). Bruno já tinha denunciado que estaria recebendo ameças devido ao trabalho que realiza em defesa dos indígenas. 

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