Corpos de Dom e Bruno serão sepultados nesta sexta-feira

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Os corpos do jornalista Dom Phillips e do indigenista Bruno Pereira deixaram o Distrito Federal por volta das 14 horas da última quinta-feira, 23. O avião da Polícia Federal fez duas paradas, uma no Rio de Janeiro, onde o corpo de Dom foi entregue à família. Ele deverá ser cremado no final de semana. Depois, o avião seguiu para o Recife, onde o corpo de Bruno também foi entregue à família dele. O indigenista deverá ser velado e cremado nesta sexta na capital pernambucana.

A Polícia Federal finalizou apenas o processo de identificação das vítimas. Ainda existe uma investigação em torno da motivação do crime quanto de aspectos da realização dele. A embarcação onde eles estavam está sendo analisada, vestígios de sangue estão sendo procurados, para saber o que exatamente aconteceu, o passo-a-passo desse crime violento que chocou o Brasil e a comunidade internacional. A PF tenta descobrir ainda se não houve um mandante para o crime. Em Brasília, funcionários da Fundação Nacional do Índio (Funai) pedem mudanças no trabalho que está sendo feito na região e também proteção para os servidores e para as comunidades indígenas, além de pedir uma mudança de postura da própria Funai.

Na última quinta, um quarto suspeito de participar do crime, Gabriel Pereira Dantas, de 26 anos, se entregou à polícia militar do Estado de São Paulo. Ele disse que participou do crime, mas que não queria, que estava bebendo com Amarildo da Costa, que aparece como principal criminoso do caso. O quarto suspeito disse que estava presente no momento em que Dom e Bruno foram mortos, atingidos por disparos de armas de fogo, em uma distância de aproximadamente três metros. Bruno Pereira teria sido alvejado por três tiros e Dom Phillips apenas um. O crime aconteceu no dia 5 de junho e os corpos foram encontrados 11 dias depois.

O novo suspeito informou ainda que ajudou a esconder documentos e pertences pessoais das duas vítimas, como máquina fotográfica e remédios. Gabriel Pereira Dantas disse que até pensou em ficar com algum dos itens, mas que ficou com medo de se incriminar. Então, todo o material foi enterrado e os corpos ocultados. Após se entregar à polícia de São Paulo, ele disse que não aguentava mais esconder sua participação no crime, que se sentia culpado. O homem esteve morando há um tempo em Atalaia, onde aconteceu o crime, fugindo da facção Primeiro Comando da Capital (PCC). De lá, foi para Santarém, Manaus, Rondonópolis e até que chegou em São Paulo.

*Com informações da repórter Luciana Verdolin

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