Justiça derruba decisão que obrigava IBGE a incluir pergunta sobre orientação sexual no Censo

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

A Justiça derrubou nesta segunda, 27, a decisão liminar que obrigava o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a incluir perguntas sobre orientação sexual e identidade de gênero no Censo 2022. O desembargador federal José Amilcar Machado, presidente do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, aceitou o argumento do órgão de que não haveria tempo hábil nem recursos financeiros para ajustar as questões e a metodologia. Assim, possivelmente seria necessário adiar o Censo, que está previsto para começar em 1º de agosto ??? o levantamento já foi adiado em dois anos por causa da pandemia de Covid-19.

???Conquanto seja evidente a relevância do pleito de identificação de toda a população brasileira, em todos os seus aspectos, a elaboração, processamento e definição de qualquer alteração nos questionários constitui trabalho que deve ser realizado com critério e responsabilidade técnica que atenda ao objetivo almejado???, escreveu Machado na decisão. O IBGE recrutou mais de 200 mil recenseadores para realizar a pesquisa, que deve visitar 76 milhões de domicílios em todo o país. O Censo é considerado fundamental para orientar políticas públicas em diversas áreas, além de definir a distribuição de recursos para municípios e Estados. A medida anterior, que determinava a inclusão de perguntas, foi concedida pelo juiz Herley da Luz Brasil, da Justiça Federal do Acre, atendendo a pedido do Ministério Público Federal.

Em nota divulgada no último dia 9, o IBGE afirmou que a inclusão dos questionamentos causaria ???impacto financeiro severo, especialmente se for constatada a necessidade de mudança metodológica, caso as perguntas precisem ser respondidas individualmente ??? exigindo que as informações sejam coletadas com a própria pessoa ??? o que aumentaria a necessidade de revisitas, correndo o risco de inviabilizar a operação censitária???. ???Essas mudanças podem diminuir significativamente a produtividade do recenseador e elevar o tempo de coleta como um todo, aumentando o gasto com mensalistas, aluguéis, dentre outros???, argumentou. Nesta segunda, o órgão afirmou que irá se manifestar apenas após a Advocacia-Geral da União analisar a decisão do TRF-1.

Facebook Comments

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Vendas no Natal devem movimentar R$ 85 bi na economia brasileira, mostra pesquisa

As vendas no varejo brasileiro para o Natal de 2025 devem gerar um impacto de R$ 84,9 bilhões na economia. Essa informação é...

Inflação do aluguel cai 0,11% em 12 meses, primeiro recuo desde maio de 2024

A inflação do aluguel, medida pelo Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), apresentou uma queda de 0,11% no acumulado de 12 meses,...

Brasil criou mais de 85 mil vagas em outubro, aponta Caged

O Ministério do Trabalho e Emprego divulgou nesta quinta-feira (27) os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) referente ao mês...