Para adiar CPI do MEC, governistas pedem instalação de comissões por ordem cronológica

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

Após a oposição protocolar pedido para a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito do Senado para apurar supostos desvios de verbas do Ministério da Educação (MEC), o líder do governo, senador Carlos Portinho (PL-RJ), pediu que o presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), aprecie outros pedidos em ???ordem cronológica??? e priorize a CPI sobre obras públicas inacabadas entre 2006 e 2018, cujo requerimento foi apresentado em abril. Em seu requerimento, o parlamentar do PL diz que a omissão da leitura ???fere o direito dos parlamentares que apoiam o pleito???. A pressão governista, no entanto, não deve surtir efeito. ?? Jovem Pan, auxiliares de Pacheco destacaram que não há no regimento do Senado a exigência para que ele decida seguindo a ordem cronológica.
O pedido de criação da CPI do MEC foi apresentado pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), líder da oposição na Casa, e está sob análise da Secretaria-Geral da Mesa, a quem caberá, por exemplo, checar a autenticidade das 31 assinaturas contidas no documento. Na sequência, o pedido será encaminhado para Pacheco. A interlocutores, o presidente do Senado prometeu instalar a comissão se os requisitos formais ??? número de assinaturas suficientes, fato determinado e orçamento disponível ??? forem cumpridos. ???A decisão será tomada única e exclusivamente com base em critérios técnicos???, disse à reportagem uma pessoa próxima ao presidente do Senado. ???Não dá para comparar uma CPI para apurar as circunstâncias que resultaram na prisão de um ministro de Estado com outra para tratar de obras inacabadas no Brasil. Obras não finalizadas existem no país desde que os portugueses chegaram aqui???, ironiza outro interlocutor de Pacheco.
A manobra governista para tentar adiar a instalação da CPI do MEC ocorre enquanto parlamentares ligados ao Palácio do Planalto trabalham, nos bastidores, para convencer senadores a retirarem suas assinaturas do requerimento de Randolfe Rodrigues. A tropa de choque é capitaneada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Dois dos alvos são os senadores Eduardo Braga (MDB-AM), líder da sigla na Casa, e Giordano (MDB-SP), que assumiu o mandato após a morte do senador Major Olimpio, vítima da Covid-19.

Facebook Comments

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Ibaneis assina ordem para ampliação de terminal de Santa Maria

O governador Ibaneis Rocha assinou a ordem de serviço para pavimentação da DF-290 e a ampliação do terminal do BRT Sul em Santa...

Guia do Carnaval: Confira o que não fazer se você for turista na folia de Salvador

Salvador projeta mais de 1,2 milhão de turistas para o Carnaval, com previsão de que entre sexta e terça-feira mais de 900 mil...

Autoridades mundiais lamentam ataque com 10 mortos em escola do Canadá

Autoridades ao redor do mundo lamentaram o tiroteio ocorrido na tarde de terça-feira (10/1) em Tumbler Ridge, Colúmbia Britânica, Canadá, que deixou 10...