Menina estuprada: Bolsonaro vê ???assédio maligno de grupos pró-aborto???

Escrito por: Diógenes Cunha

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O presidente Jair Bolsonaro (PL) foi às redes sociais, nesta quinta-feira (23/6), para se posicionar a respeito do caso da menina de 11 anos que foi estuprada e, a princípio, impedida por uma juíza de Santa Catarina de fazer aborto.
No Twitter, o presidente ressaltou, em posts, que tanto a menina quanto o bebê foram vítimas e culpou o ???assédio maligno de grupos pró-aborto???.
Veja:
??? A única certeza sobre a tragédia da menina grávida de 7 meses é que tanto ela quanto o bebê foram vítimas, almas inocentes, vidas que não deveriam pagar pelo que não são culpadas, mas ser protegidas do meio que vivem, da dor do trauma e do assédio maligno de grupos pró-aborto.
??? Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) June 24, 2022
??? Abaixo, a foto de uma criança com 25 semanas. O bebê, que é mais vítima dessa tragédia, tinha 29. pic.twitter.com/JpPgrxofAe
??? Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) June 24, 2022
Nesta quinta, o Ministério Público Federal (MPF) informou que a criança de 11 anos estuprada conseguiu realizar o procedimento para interromper a gestação.
O procedimento foi efetuado pelo Hospital Universitário (HU) Polydoro Ernani de São Thiago, nessa quarta-feira (22/6).
O hospital havia recebido recomendação do MPF para realizar esse tipo de procedimento em casos autorizados por lei.
Juíza induziu criança Reportagem do The Intercept revelou que Justiça de Santa Catarina impediu uma menina de 11 anos que havia sido estuprada de realizar aborto. A juíza Joana Ribeiro Zimmer, titular da Comarca de Tijucas, decidiu manter a criança em um abrigo.
Em despacho, a juíza afirmou que a decisão, inicialmente, teria sido motivada para garantir a proteção da criança em relação ao agressor, mas que havia ainda outra razão: ???Salvar a vida do bebê???.
A magistrada ainda sugeriu que a menina mantivesse a gestação por ???mais duas ou três semanas???, até a formação do feto evoluir a ponto de fazer um parto antecipado.
Joana Zimmer foi afastada do caso na última terça-feira (21/6). Ela informou que foi transferida para a Comarca de Brusque, no Vale do Itajaí. Segundo ela, a transferência ocorreu por promoção e não tem a ver com a repercussão negativa do caso.
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