Eleições 2022: TRE-BA vai utilizar quase 15 mil novas urnas eletrônicas

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O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) preparou um novo modelo de urna, a UE 2020, para as eleições do próximo mês de outubro. O equipamento trará avanços em recursos de segurança, acessibilidade, transparência e agilidade. No estado, das mais de 40 mil urnas eletrônicas previstas para a realização do pleito, quase 15 mil serão do novo modelo.  

Conforme dados do TRE-BA, a UE 2020 será utilizada por 64 zonas eleitorais, em 99 municípios baianos. A distribuição será de responsabilidade dos polos de Salvador, Ilhéus, Camaçari, Vitória da Conquista, Guanambi e Ipirá. A estimativa é a de que, dos mais de 10 milhões de eleitores baianos, cerca de 3 milhões votem no novo equipamento. 

???A atualização das urnas eletrônicas por modelos mais recentes é uma constante na Justiça Eleitoral e, desde o início de sua utilização, ocorre de maneira gradativa. Assim, além das urnas 2020, outros cinco modelos de urnas (2009, 2010, 2011, 2013 e 2015) serão usados nas eleições deste ano???, diz André Cavalcante, Secretário de Tecnologia da Informação e Comunicação do TRE-BA . 

A montagem das urnas modelo 2020 ocorre na Bahia, em fábrica da Positivo Tecnologia, sediada em Ilhéus. Esta é a segunda vez que os equipamentos da Justiça Eleitoral são fabricados no estado. A primeira vez foi em 2002, quando a Unisys, empresa global de serviços e soluções de Tecnologia da Informação liderou o processo de fabricação de urnas na Bahia, na cidade de Camaçari, município que comporta empresas pertencentes ao Polo Industrial.

Novidades 

Neste ano, a urna eletrônica completa 26 anos. O projeto da nova urna foi desenvolvido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e é totalmente nacional, customizado de acordo com as características do eleitor brasileiro, ou seja, intuitiva para facilitar a hora do voto. 

Com novo design, a UE 2020 inaugura o reposicionamento do teclado do terminal do eleitor em relação à tela de LED. O equipamento traz ainda a reformulação do terminal de mesário, com adoção de uma tela touch screen, leitor de identificação biométrica com maior área de captura e substituição da bateria de chumbo ácido por baterias de LiFePo – Lítio-Ferro-Fosfato, o que gera menos custos de conservação por não necessitarem de recarga. 

Outro destaque é a maior rapidez na identificação do eleitorado. Enquanto uma primeira pessoa vota, outra pode ser identificada pelo mesário. Isso possibilita a ampliação do número de eleitores por seção, o que contribui para acelerar o processo de votação e, desse modo, evitar a formação de filas. 

A urna eletrônica (UE 2020) também possui processador do tipo System on a Chip (SOC), 18 vezes mais rápido que o modelo 2015. Outra inovação é a mídia de aplicação do tipo pen-drive, o que traz maior flexibilidade logística para os TREs na geração de mídias. 

Acessibilidade 

O novo modelo de urna eletrônica traz ainda importantes novidades em termos de acessibilidade, tanto para pessoas com deficiência visual quanto para o cidadão com deficiência auditiva. Para os deficientes visuais, a sintetização de voz foi aprimorada e, agora, também serão falados os nomes de suplentes e vices, sendo ainda possível cadastrar um nome fonético. 

Já para as pessoas com deficiência auditiva, uma apresentação com intérprete de Libras foi incluída na tela da urna, de modo a indicar os cargos em votação. O novo recurso não é uma exclusividade da UE 2020 e será também implantado nas versões anteriores, a partir da UE 2009 até a UE 2015. Todas as eleitoras e todos os eleitores que adentrarem a cabine eleitoral terão acesso à ferramenta, sem a necessidade de realizar cadastro prévio ou pedir a ativação do recurso aos mesários. 

Segurança 

Assim como as urnas anteriores, o modelo UE 2020 não tem ligação com a internet. A urna utiliza o que há de mais moderno em termos de criptografia, assinatura e resumo digitais. Tudo isso garante que somente o sistema desenvolvido pelo TSE e certificado pela Justiça Eleitoral seja executado nos equipamentos. Além disso, antes das eleições, as urnas passam por diversas auditorias. 

Desde 2009, a urna conta com hardware de segurança que implementa a cadeia de confiança do software. Essa ferramenta, presente em todos os equipamentos desde então, garante que as urnas executem somente os programas desenvolvidos e assinados digitalmente pelo TSE. 

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