Os seguidos relatos e casos de violências diversas contra as parlamentares do PSol em todo o país levou o partido a criar recentemente uma Secretaria de Segurança Militante, para cuidar especificamente desse assunto.
Pela primeira vez, o PSol realizou, ontem, um encontro com vinte vereadoras e deputadas ??? a maioria mulheres negras e LGBTs ??? que relataram as situações de perseguição que são alvos nos espaços em que atuam nos seus estados. Os depoimentos duraram cinco horas.
São histórias de racismo e de ações vinculadas à LGBTfobia, que geram receio nas parlamentares do PSol com a proximidade das eleições. Foi elaborado um documento, a ser encaminhado a autoridades, que cobra uma iniciativa concreta de proteção e combate à violência política.
No encontro, as parlamentares relataram casos de assédio, agressões, ameaças de morte, tentativas de atentados interceptados e perseguição. O receio é de que esses ataques aumentem com a campanha eleitoral e atinja também assessorias e militância.
Essas lideranças falaram sobre o esgotamento e do adoecimento mental, de seus familiares, por consequência.
???Mesmo que todos os casos tenham sido denunciados e investigados ??? alguns já são inquéritos em andamento ??? , essas violências se multiplicam à medida que não há a responsabilização devida aos agressores??? ??? informa o PSol em um documento sobre o encontro.
Da reunião, saiu um ofício que será encaminhado ao STF, TSE, OAB, CNJ e PGR e Procuradoria Eleitoral, O ofício, assinado por esses parlamentares será encaminhado ao STF, TSE, OAB, CNJ, PGR, Procuradoria Eleitoral (PGE), presidências da Câmara e do Senado, presidências das Comissões de Direitos Humanos das duas Casas, e também seguirá para a ONU e OEA.
O PSol argumenta que suas parlamentares são alvo de violência política jamais vista contra um partido desde a redemocratização.
???O Estado precisa dar uma resposta sobre o avanço da violência contra a nossa presença na política. Somos mulheres eleitas democraticamente e corremos o risco de não conseguirmos exercer nossos mandatos. Não é razoável que tantas de nós sejamos alvo de ameaças às nossas vidas e que o poder público não tome medidas efetivas para parar essa onda??? ??? afirmou a deputada Talíria Petrone (PSol-RJ), que necessita de escolta pela segunda vez. Ela circula com segurança por conta de ameaças.
???Os espaços da política precisam acostumar com a nossa presença, porque nós chegamos para ficar. Eles não toleram nossos corpos, nossa política, nossas ideias e nossa radicalidade, mas também precisam saber que não nos calarão. Não farão mais política sem nós e esperamos ações concretas do Estado??? ??? completou a deputada.
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