Marcelo Aro aceita ser o candidato de Zema ao Senado: ‘Vou com entusiasmo’

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O deputado federal mineiro Marcelo Aro (PP) aceitou, nessa quarta-feira (20/7), o convite do governador Romeu Zema (Novo) para ser candidato ao Senado Federal em sua chapa. A informação foi confirmada pelo próprio Aro ao Estado de Minas, na noite de ontem. A oferta de Zema ao parlamentar foi feita na última sexta-feira (15). Líder do Líder do Palácio Tiradentes no Congresso Nacional, o deputado é tido como um dos mais importantes articuladores do chefe do Executivo estadual.

Aro afirmou que não poderia recusar o convite para estar na chapa do governador. “Serei, com muita alegria e muita vontade, o candidato do governador Romeu Zema ao Senado Federal por Minas Gerais”, disse, à reportagem. “Vou com muito entusiasmo e muita vontade para essa campanha. Acredito que Minas Gerais precisa de um representante no Senado que esteja alinhado ao governador do estado. Me proponho a fazer essa interlocução para Zema no Senado”, completou.

Aro esteve cotado para ser o vice-candidato ao governo, posto ainda vago. Depois, passou a ser aventado para disputar o Senado. “Cheguei a dizer ao governador, em determinado momento, que se ele quisesse que eu não fosse candidato a nada, não seria candidato a nada. Se ele achasse que eu deveria estar na equipe de coordenação dele, me colocaria à disposição”, garantiu.

Mesmo antes de estar formalmente na chapa, Aro já vinha trabalhando em prol da campanha à reeleição de Zema. “Todos os meus esforços e todo o meu trabalho estavam sendo empregados nesse sentido”.

O PP é um dos partidos que compõem a base aliada a Zema na Assembleia Legislativa. O pai de Aro, Zé Guilherme, lidera a coalizão de deputados estaduais favoráveis ao atual governo. Antes de bater o martelo, o parlamentar federal ligou para as lideranças de seu partido e obteve aval para dar continuidade à empreitada. }

A candidatura de Marcelo Aro ao Senado Federal será oficializada no próximo dia 30, quando o PP faz sua convenção partidária.

Coligação de Zema começa a tomar forma

Ontem, mais cedo, a temporada de convenções partidárias foi aberta pelo Patriota, partido que está na base aliada a Zema. O partido não bateu o martelo sobre os rumos que vai tomar na eleição deste ano, mas a tendência é caminhar com o governador.

Devem seguir com Zema, ainda, legendas como Solidariedade, Avante, Agir e Podemos. ?? desse grupo que vão sair os suplentes de Aro. O deputado federal já traça estratégias a fim de buscar o assento no Senado.

No início do mês, pesquisa Genial/Quaest apontou que Aro tem 2% das intenções de voto. Quando associado ao governador, no entanto, ele salta para 10%. O levantamento está registrado junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob os números MG-00322/2022 e BR-01319/2022.

Por causa de suas funções como líder do governo mineiro junto a Brasília (DF), Aro costuma compor a comitiva de Zema em viagens ao interior.

“Continuarei nessa mesma toada, acompanhando Zema nas agendas em que ele achar interessante a minha presença. Também farei minhas agendas pelo restante do estado para colocar minhas propostas”, projetou.

Zema: cotados para vice são ‘ótimos nomes’

Mesmo com o aceite de Aro, Zema deve chegar à convenção partidária do diretório mineiro do Novo, agendada para sábado (23), com uma lacuna a preencher em sua chapa. Isso porque o candidato a vice ainda não foi definido.

Como mostrou o EM no fim de semana, o entorno do governador crê na possibilidade de atrair o jornalista Eduardo Costa. Para isso, no entanto, será preciso convencer o PSDB, que forma uma federação com o Cidadania, partido de Costa, e tem Marcus Pestana como pré-candidato ao Palácio Tiradentes.

O nome de Eduardo Costa vai ao encontro do desejo de Zema de ter um vice de outra legenda. Se não houver sucesso na costura pelo comunicador, porém, a vaga deve ficar com Mateus Simões, filiado ao Novo e ex-secretário-geral da gestão estadual.

Ontem, em Ipatinga, no Vale do Aço, Zema comentou o tema em entrevista à afiliada local da “Jovem Pan”.

“A questão do vice preocupa muito mais a classe política do que, propriamente o eleitor, que quer um governo sério, que gere oportunidades. Ambos os nomes atenderão muito bem Minas Gerais. São duas pessoas conhecidas, competentes e com ótimo histórico”, falou, em menção a Costa e a Simões.

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