Presidente do Inep pede demissão a menos de 4 meses do Enem

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A menos de quatro meses da realização do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o Ministro da Educação, Victor Godoy, anunciou, nesta quarta-feira ( 27), a saída de Dupas assumiu o cargo em fevereiro do ano passado da presidência do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela prova. Conforme anúncio nas redes sociais, a troca de chefia ocorreu “por motivos pessoais e a pedido”. Quem assume o cargo, a partir de 1º de agosto, é Carlos Moreno.

Dupas assumiu o cargo em fevereiro do ano passado. Durante o período, envolveu-se em polêmicas e teve de enfrentar acusações de interferência do governo federal nas provas do Enem.

Em novembro de 2021, quando faltavam 13 dias para o Enem, mais de 30 servidores do órgão pediram exoneração e dispensa coletiva Dupas foi acusado pelos funcionários de assédio e desconsideração de aspectos técnicos na tomada de decisões. Ele negou as acusações.

Também em novembro, o Estadão apurou que houve supressão de “questões sensíveis” na prova. O presidente Jair Bolsonaro chegou a afirmar que as perguntas do Enem teriam “a cara do governo”.

Naquele mesmo mês, em comissão do Senado, Dupas falou ser “comum” a adição e a retirada de questões durante a montagem do teste. E explicou que a “cara do governo é seriedade e transparência”.

Godoy informou que, a partir de 1° de agosto, Carlos Moreno assume o cargo, “respondendo interinamente e garantindo a continuidade dos exames e avaliações fundamentais para toda a sociedade brasileira”. Segundo o ministro, Moreno é servidor de carreira da autarquia há 37 anos e mestre em Estatística pela Universidade de Brasília (UnB).

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