Conselho Deliberativo do Bahia aprova acordo do clube com o Banco Opportunity

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O Conselho Deliberativo do Bahia aprovou nesta quinta-feira (28) o acordo do clube com o Banco Opportunity. Após um imbróglio que durou anos, o Tricolor vai pagar cerca de R$ 35 milhões de forma parcelada ao antigo parceiro do clube. A dívida já estava acima dos R$ 100 milhões e era um dos entraves para a negociação do Esquadrão de Aço com o Grupo City, que será o investidor da Sociedade Anônima do Futebol (SAF).

 

Durante a reunião, o Conselho Fiscal apresentou o seu parecer sobre o acordo e explicou todos os detalhes.  Serão 84 parcelas com valores diferentes, além da amortização obrigatória de 10% (Série B/Série C) ou 15% (Série A) da  cessão de direitos federativos de atletas. O Tricolor também tem a opção de pagar o valor à vista com desconto de 10%.

 

Uma cláusula do acordo prevê que o clube terá que liquidar a dívida de forma antecipada em caso da constituição da SAF. 

 

Parcelas do acordo:

 

1 – R$ 416.666,67 (1ª a 12º parcelas)

2 – R$ 350.000,00 (13ª a 23ª; 25ª a 35ª; 37ª a 47ª; 49ª a 59ª; 61ª a 71ª; 73ª a 83ª parcelas)

3 – R$ 1.150.000,00 (24ª, 36ª, 48ª, 60ª, 72ª e 84ª parcelas).

 

A parceria entre Bahia e Opportunity aconteceu entre 1998 e 2006. Para se desfazer do banco, o clube assumiria toda a dívida (cerca de R$ 40 milhões) e repassaria percentuais de vendas de atletas, sendo 10% em 2007, 20% em 2008 e 30% de 2009 até 2023. Como nenhum valor foi transferido pela agremiação, a Justiça foi acionada.

 

Durante esse imbróglio, saíram decisões favoráveis para os dois lados e o caso acabou Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília. No entanto, Bahia e Opportunity costuraram uma negociação que foi revelada pelo presidente do clube, Guilherme Bellintani, em março.

 

“Estamos muito perto de fechar um acordo, que será analisado pelo Conselho Deliberativo. Vamos mandar em breve. O acordo não vai equacionar, mas talvez com desconto de 60 a 70% do valor da dívida ao longo de sete anos”, declarou, à época.

 

A solução de um problema histórico do clube abre o caminho para a tão esperada parceria com o City Football Group, que vem sendo negociada desde o ano passado. O conglomerado chega com a missão de elevar o patamar do Tricolor no futebol nacional.

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