Quase 200 presos podem ficar sem assistência em Ouro Preto

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Um possível colapso no atendimento em saúde no Presídio de Ouro Preto, na Região Central de Minas Gerais, foi relatado nessa terça-feira (2/8), em reunião plenária da Câmara Municipal de Ouro Preto.
Um oficio enviado pela direção do presídio ao Legislativo relata que o contrato da técnica de enfermagem foi encerrado no dia 29 de julho, e os cerca de 180 apenados ficariam sem assistência.
O ofício descortina a situação prisional na unidade carcerária que vem atuando de forma precária sem um servidor estadual fixo.
 
No oficio, o diretor geral do presídio, Vanderlei José Vieira Júnior, expõe a conjuntura do serviço de saúde desenvolvido na unidade prisional e apresentou como base a Constituição Federal e a Lei de Execução Penal – LEP 7210/1984 ??? que dispõe as diretrizes que garantem o direito dos apenados ao atendimento médico, farmacêutico e odontológico.
 
No documento, é dito que há historicamente uma enorme demanda de trabalho e, ao mesmo tempo, um déficit no quadro técnico no Presídio de Ouro Preto. Por isso, sempre foram realizadas articulações entre a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) e as gestões municipais que cedem profissionais da saúde para a unidade prisional.
O objetivo da parceria é atender a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde das Pessoas Privadas de Liberdade no Sistema Prisional (PNAISP).  
 
O oficio diz que ocorreu a licença à maternidade de uma servidora estadual e em substituição foi alocada de forma informal uma técnica em enfermagem cedida pela prefeitura de Ouro Preto. O contrato de prestação da servidora municipal venceu no dia 29 de julho.
 
???Informamos que a partir do dia 1° de agosto as ações de saúde do presídio de Ouro Preto entrarão em colapso pela ausência de uma técnica de enfermagem. Acrescentamos ainda que não dispomos de enfermeiros e outros profissionais que possam exercer os serviços relativos aos dos técnicos de enfermagem??? diz o ofício.
 

Quase um ano sem profissional definitivo

 
Indagada pela reportagem do Estado de Minas, o secretário de Saúde, Leandro Moreira, disse que, no ano passado, a diretoria do presídio procurou a Secretaria Municipal de Saúde pedindo apoio provisório.
A Secretaria, por entender a importância do serviço, disponibilizou como acordado, um técnico de enfermagem para dar cobertura no serviço de segunda a sexta-feira por aproximadamente dez meses.
 
???Ao ser cedido o profissional, foi feito um contrato provisório, com início e término, uma vez que a responsabilidade de reposição é do Governo Estadual???, afirma.
 
O secretário diz ainda que, diante do acontecido, o contrato foi prorrogado por mais 15 dias para que a diretoria do presídio, juntamente ao Estado, consigam se organizar e repor esse profissional.
 
O secretário ainda destaca que a contratação de profissional definitiva de profissionais da área da saúde é de responsabilidade da Sejusp.
 
Procurada pela reportagem, a Sejusp não respondeu aos questionamentos perguntas até o fechamento desta matéria.

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