Argentina reduz subsídios e aumenta contas de luz, gás e água

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O governo da Argentina anunciou nesta terça-feira, 16, a eliminação dos subsídios às contas de gás, energia elétrica e água, que serão aplicadas em etapas e de acordo com os níveis de renda e consumo da população. A economia fiscal para 2022 nos serviços de eletricidade e gás será de 47,5 bilhões de pesos (R$ 1,81 bilhão), informou a secretária de Energia, Flavia Royón, em uma entrevista coletiva. Já a poupança com a eliminação do subsídio na conta da água será de 2 bilhões de pesos para o restante de 2022 (R$ 76 milhões) e 45 bilhões de pesos (R$ 1,71 bilhão) em 2023, de acordo com a chefe da companhia de Água e Saneamentos Argentinos (AYSA), Malena Galmarini. O secretário do Tesouro, Raúl Rigo, disse que um impacto de 0,4 a 0,5% do PIB pode ser esperado até 2023, o que será ???uma contribuição crucial para a política de reorganização das contas públicas???. Em 2022, os aumentos tarifários só serão aplicados em novembro e dezembro. A medida também visa ???aumentar a consciência de que a energia é um recurso que devemos cuidar???, disse Flavia Royón.

A Argentina mantém tarifas subsidiadas de energia e água, o que resulta em um custo fiscal que, em um país sem acesso a financiamento externo e com financiamento local limitado, acaba sendo resolvido com emissão monetária, gerando inflação (71% em julho no acumulado em 12 meses). A Argentina havia concordado com o Fundo Monetário Internacional (FMI) em reduzir os subsídios estatais de energia (0,6% do PIB em 2022), a fim de melhorar a composição dos gastos públicos. Além disso, os pagamentos de auxílios estatais não chegam apenas aos pobres porque, como Royón afirmou, a parcela da população com maior receita recebe 60% dos subsídios. Para implementar o cancelamento dos subsídios, o governo argentino criou um formulário para a população provar que precisa deles. Mais de 8,8 milhões de usuários de energia elétrica foram registrados, e cerca de 4 milhões de usuários não se candidataram.

*Com informações da EFE

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