Entidades rebatem ANS e cobram votação de Pacheco no caso do rol dos planos

Escrito por: Diógenes Cunha

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

Um coletivo de mais de 100 entidades denominado Mobilização Nacional Contra o Rol Taxativo e a Favor do Rol Exemplificativo enviou, na última sexta-feira (5), um posicionamento a diversos senadores pedindo que a casa paute e vote a questão do Rol de procedimentos e Eventos em Saúde. 

 

Na quarta-feira (3) a Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei obrigando operadoras de planos de saúde a cobrir procedimentos fora da lista básica da ANS, a agência que regula os planos de saúde. No mesmo dia, a ANS emitiu uma nota dizendo que, se aprovado, o referido PL ofereceria risco à sustentabilidade do mercado.

 

A carta aberta (leia na íntegra aqui) rebate os argumentos da ANS e ainda chama atenção para o fato de que seu diretor presidente, Paulo Rebello, participou das discussões na Câmara dos Deputados e não havia se oposto à redação aprovada na Câmara. 

 

Segundo o documento, “o projeto de lei foi construído após reuniões entre governo e oposição, processo que contou com a participação de diversas entidades da sociedade civil e também da ANS na figura de seu diretor-presidente Paulo Rebello”. As entidades afirmam causar “estranhamento” essa posição posterior da agência, contrária a um PL que a própria agência ajudou a construir.

 

Ainda segundo as entidades, “lamentavelmente a ANS abandonou a posição de autarquia de Estado, com atribuição estritamente regulatória e atuação obrigatoriamente isenta, para se posicionar de maneira parcial em favor das operadoras de planos de saúde, extrapolando seu poder normativo e regulamentar, pois as próprias regras editadas pela Agência não podem restringir a cobertura determinada em lei”.

 

Rebateram também os argumentos de entidades representativas de empresas de planos de saúde, segundo as quais o projeto de lei poderia causar aumentos para os consumidores. “Os argumentos de riscos para a sustentabilidade decorrentes da judicialização na saúde suplementar não encontram respaldo na evidência empírica disponível, seja da reguladora, seja dos institutos de pesquisa idôneos” aduz o documento. Há, inclusive, posicionamento do próprio setor admitindo que o impacto da judicialização e da cobertura além do Rol não é significativo a ponto de causar desequilíbrio nas carteiras.

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTIGOS RELACIONADOS

Desinformação reduz para 5% a proteção de crianças contra a covid

Resumo: Brasil registra mais de 1.000 internações de crianças por covid-19 e 25 mortes em 2026. Proteção vacinal: apenas 5% das crianças pequenas completaram...

Especialistas em pediatria alertam sobre riscos de brinquedos com IA

Resumo: A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) emitiu um alerta sobre brinquedos com IA voltados a crianças e adolescentes, destacando riscos de privacidade,...

Quedas resultam em mais de 330 mil internações de crianças no Brasil em 10 anos

Resumo: No 1º semestre de 2026, quase 15 mil crianças com menos de 10 anos foram internadas por quedas no Brasil. Entre 2016...