Presa por suspeita de estelionato, Maqueila Bastos é transferida para presídio

Escrito por: Diógenes Cunha

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Maqueila Santos Bastos foi transferida para o Presídio Feminino, em Salvador, segundo a Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap). A suspeita foi presa, na última quinta-feira (4), por suspeita de estelionato. Maqueila também é investigada pela morte do empresário Leandro Troesch, dono da pousada Paraíso Perdido, em Jaguaripe.

A prisão que levou a transferência da investigada para o presídio aconteceu após a 4ª Vara Criminal de Salvador expedir um mandado de prisão preventiva contra ela, no dia 25 de julho. Depois de ser considerada foragida, Maqueila se apresentou na 1ª Delegacia Territorial (DT), no bairro dos Barris, na quinta-feira (4), 10 dias após a emissão do documento.

Maqueila Bastos já havia sido presa em março deste ano por causa da morte de Leandro Troesch e liberada um mês depois para responder em liberdade. Em nota, a Polícia Civil reforçou que as investigações da morte de Leandro e o caso de estelionato não estão relacionados.

Relembre o caso
A pousada Paraíso começou a alimentar os noticiários policiais com as prisões de seus donos, Leandro Silva Troesch e Shirley da Silva Figueredo, em fevereiro de 2021, após serem condenados por roubo e extorsão mediante sequestro contra uma mulher em Salvador. Um ano depois, Leandro foi encontrado morto dentro de um dos quartos – ele e Shirley estavam respondendo pelos crimes em liberdade.

Desde então, mais fatos foram surgindo, assim como novos envolvidos. Após o sumiço de Shirley, a polícia chegou até o nome de uma amiga dela, Maqueila Bastos. Elas se conheceram no presídio feminino. Os investigadores descobriram ainda que Maqueila havia sido demitida da pousada dez dias antes da morte de Leandro, que não aprovava a amizade entre a esposa e ex-presidiária.

Sem Shirley e Maqueila, a polícia contava com o depoimento de Marcel Silva, o Billy, amigo de infância de Leandro que o reencontrou no Complexo Penitenciário da Mata Escura, em Salvador.  Marcel era uma pessoa de confiança de Leandro e por isso era considerado “peça-chave” no inquérito que apura a morte do patrão, mas foi assassinado um dia antes de prestar depoimento. 

Diante das novas informações, a polícia considerou importante o interrogatório de Shirley e Maqueila e por isso as prisões delas foram decretadas pela Justiça. Shirley da Silva Figueredo segue detida. 

A Paraíso Perdido, situada na Praia dos Garcez, continua funcionando.
 

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