Aécio Neves sobre 2014: ‘não perdi para a Dilma, mas para o Bolsa Família’

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

O deputado federal e candidato à reeleição Aécio Neves (PSDB) disse nesta quinta-feira (15/9), que sua derrota nas eleições presidenciais de 2014 se deu pela influência do Bolsa Família em converter votos para a candidata Dilma Rousseff (PT). Em entrevista ao Estado de Minas, o ex-governador disse que o programa de transferência de renda foi decisivo para a vitória petista.
O candidato foi questionado sobre a importância de Minas Gerais para a eleição presidencial. Desde 1950, quem vence nas urnas mineiras leva a melhor no cenário nacional e, em 2014, Aécio Neves ficou atrás de Dilma no estado (47,6% contra 52,4% no segundo turno). Ele apontou a influência do Bolsa Família no Norte de Minas e na região do Vale do Mucuri e Vale do Jequitinhonha.
???Quando o eleitorado em Minas pôde optar por votar no PT para a presidência da República e no PSDB para governo do estado, ele fez isso de forma muito natural nessas regiões. Era o chamado ???Lulécio??? naquela época. E não foi fruto de nenhuma articulação política formal, porque as pessoas reconheciam as ações do nosso governo, as estradas, a saúde, a educação melhor, a vida melhorando e ao mesmo tempo reconheciam a ação social do governo do PT, através desses programas assistencialistas  […] Mas quando teve que votar entre um e outro, que foi na eleição presidencial (de 2014), que éramos nós contra o PT, optou pelo estômago, pelo Bolsa Família. Isso foi no Nordeste (do Brasil), isso foi em Minas. Eu não perdi a eleição para a Dilma, eu perdi a eleição para o Bolsa Familia???, disse.
 
 
Para Aécio, os programas de transferência de renda deveriam ser sucedidos por políticas de inclusão no mercado de trabalho. Na análise do deputado, aliar projetos como o Bolsa Família e o Auxílio Brasil à conquista de votos pode ter um saldo negativo para o país e criticou o governo de Jair Bolsonaro (PL).
???A consequência pode ser perversa para o país. Estamos vendo que agora o presidente Bolsonaro percebeu isso e então vai na mesma linha, só tem um caminho, fortalecer mais os programas sociais buscando capitalizá-los eleitoralmente. Não sei se vai conseguir, acho até que não será fácil porque está muito enraizado na memória das pessoas o papel do PT nesses programas. Mas será que esse é o Brasil que nós queremos? O próximo vai ter que fazer um programa assistencialista maior para ter votos ou vamos emancipar esse país????, questiona.
Aécio Neves fechou a sequência de candidatos à Câmara entrevistados pelo Estado de Minas. Foram convidados os candidatos a deputado federal que tendem a ser os “puxadores de votos” de seus partidos na eleição de outubro. Além dele, o podcast de Política “EM Entrevista” recebeu Duda Salabert (PDT), Reginaldo Lopes (PT) e Marcelo Álvaro Antônio (PL).

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Mulher de 42 anos morre atropelada por carro roubado na zona oeste. Vídeo

Uma mulher de 42 anos morreu após ser atropelada por um veículo roubado que circulava em alta velocidade na região de Pirituba, zona...

Prefeito de Luís Eduardo Magalhães recebe título de Cidadão Baiano na ALBA

Resumo rápido: O prefeito de Luís Eduardo Magalhães, Junior Marabá, recebeu o título de Cidadão Baiano na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA). A...

TSE mantém cassação de deputado de Roraima por compra de votos

O Tribunal Superior Eleitoral confirmou nesta quinta-feira a cassação do mandato do deputado estadual Renan Bekel, do Republicanos de Roraima, por compra de...