Justiça decreta internação de adolescente que matou amiga com tiro na nuca

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A Justiça de São Paulo decretou a internação da adolescente de 12 anos que matou uma menina de 13, com um tiro na nuca em Taubaté, São Paulo, na última terça-feira (27). A recomendação veio do Ministério Público de São Paulo. Segundo a Polícia Civil, foi motivado por um desentendimento entre as amigas.

A garota foi apreendida, provisoriamente, por ato infracional análogo a homicídio e levada para Fundação Casa de São José dos Campos. Segundo o g1, inicialmente ela deve ficar internada por 45 dias, mas pode ficar apreendida por até três anos.

A adolescente morta foi enterrada na manhã de quarta-feira (28), no cemitério municipal de Taubaté.

O crime
Uma jovem de 13 anos, identificada como Ana Lívia, foi assassinada por outra adolescente, de 12 anos, no Jardim Paulista, em Taubaté, no Vale do Paraíba, na manhã da última terça-feira (27). A vítima foi atingida por um disparo de arma de fogo na nuca.

O crime aconteceu por volta das 11h30 e os policiais do Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic) foram acionados por volta das 15h. A garota foi encontrada pela mãe, quando ela voltou do trabalho no início da tarde.

Após checar câmeras de segurança próximas ao local do crime, a polícia identificou como suspeita uma adolescente de 12 anos, que era amiga da vítima. Ela foi apreendida em uma escola municipal da cidade.

Segundo a polícia, a adolescente confessou o crime durante interrogatório na delegacia. Ela estava acompanhada do pai e afirmou aos policiais que, após o disparo, voltou para casa, escondeu a arma calibre 380 e foi para a escola. A adolescente pegou a arma de fogo na residência de um parente no domingo (25). Agora os policiais trabalham para identificar o proprietário do armamento.

Na casa da vítima foram encontrados bilhetes que demonstravam afeto entre as duas adolescentes. Conforme a investigação policial, um desentendimento entre as garotas foi a motivação do assassinato. A adolescente foi encaminhada para uma unidade da Fundação Casa, em São José dos Campos.

De acordo com uma familiar da vítima, foi um choque quando descobriu quem matou a jovem, já que as duas adolescentes eram amigas e sempre estavam juntas. Além disso, ainda segundo a familiar, na manhã do crime, a adolescente que estava sozinha em casa, pediu à mãe permissão para receber a amiga.

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