O novo encontro de Fagner e Belchior

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

Cinco anos após sua morte, o cantor e compositor Belchior  – que no dia 26 completa 76 anos – segue inspirando, em diferentes gerações. O mais novo trabalho a visitar sua obra é Meu Parceiro Belchior, do conterrâneo Fagner que, além de amigo, foi parceiro em várias canções. Eles estavam juntos naquele grupo de cearenses que chegou ao Rio de Janeiro na década de 1970 e injetou muita criatividade na MPB.    

Mas antes disso, Fagner, Belchior, Fausto Nilo, Ednardo e Amelinha, entre outros, já frequentavam os mesmos lugares em Fortaleza. O álbum volta justamente àqueles anos e traz Fagner interpretando algumas canções bem conhecidas e outras que ficaram pelo caminho. ???Nós compomos pouco mas fizemos Mucuripe???, resumiu Fagner, em bate-papo com imprensa essa semana. 

Mucuripe, de 1972, é definida por ele como a canção mais importante dos dois. Lançada por Elis Regina,  chamou atenção para os jovens compositores e foi popularizada a partir de 1975 por Roberto Carlos. ???Essa música traz uma relação muito íntima da gente???, resume Fagner , que para essa faixa preferiu um registro ao vivo.  

Apesar dos estranhamentos ao longo das carreiras, Fagner diz que a admiração sempre foi sincera e que só lamenta não terem feito mais músicas juntos. A ideia do disco era antiga e foi pra frente com o empurrão de Robertinho do Recife, que assina a produção musical e os arranjos do álbum afetuoso. 

Meu Parceiro Belchior traz doze faixas, oito parcerias e quatro de Belchior, como A Palo Seco – que abre o disco com a voz de Belchior extraída de uma gravação de 1976. Fagner também destaca a emoção de gravar Hora do Almoço. ???Deu um nó na garganta e uma certa nostalgia, porque a gente cantava muito essa música???, resume Fagner. 

Um dos destaques do álbum são as inéditas Alazão e Posto do Sossego, encontradas em 2021 em registros de órgãos da censura da ditadura militar  pelo pesquisadores Marcelo Fróes e Renato Vieira, E ainda Bolero em Português,  uma das últimas músicas feitas por Fagner com Belchior no apartamento em que moravam no Rio. Originalmente a  música era para ??ngela Maria, mas acabou não sendo gravada. Agora, a versão conta com participação de Amelinha. 

Ou outros convidados do álbum são Frejat em Contramão (música de 1975 gravada por Fagner e Cazuza) e Xand Avião, numa releitura surpreendente e dançante de Noves Fora, que virou um forró. ???Xand é cearense, fizemos uma live e ficamos combinado de fazer algo juntos. Acho que ele faz uma diferença e traz outra leitura para uma canção que já foi gravada por Elis Regina, Wilson Simonal e Emilio Santigo”, diz Fagner. 

 

Ana Cañas apresenta no TCA show com canções de Belchior

Nesse clima de homenagem a Belchior, vale conferir o show Ana Cañas Canta Belchior, que chega neste sábado (15) ao Teatro Castro Alves, às 21h. Dirigido pela cantora, o espetáculo leva ao palco o álbum homônimo lançado por ela há um ano. 

O projeto nasceu de uma live com canções de Belchior  durante a pandemia. O repertório inclui, além de clássicos como Alucinação, Sujeito de Sorte e Coração Selvagem, alguns lados B do artista. ???A poesia de Belchior é muito profunda, metafísica e existencial. Ela nos atravessa de um jeito único???, afirma.

Os arranjos do show serão um pouco diferentes dos apresentados no disco, com  leituras ???mais para fora???, expressando este novo momento. ???Será nossa primeira vez na Bahia cantando Belchior e tenho certeza que será muito emocionante. Adoro o público baiano e sei que Belchior também atravessa o coração dele???, comenta Cañas sobre sua expectativa para a apresentação.

A banda que acompanha Ana Cañas neste show será formada por Fabá Jimenez (guitarra e violão), Adriano Grineberg (teclado), Fernando Nunes (baixo) e Loco Sosa (bateria).Ingressos: de 
R$ 40 a R$ 140, disponíveis na bilheteria do teatro e Sympla. Clube CORREIO: 40% de desconto.

 Iara Marinho/divulgação

Ana Cañas gravou clássicos do cearense  como Sujeito de Sorte e Coração Selvagem (Foto: Iara Marinho/Divulgação)

Semana da Mãe Preta no Pelourinho

Força feminina  Realizada desde 1978 pelo Ilê Aiyê, a Semana da Mãe Preta  destaca a atuação das mulheres negras em diferentes áreas. Este ano, a festa acontece neste sábado, a partir das 18h30, no Largo Quincas Berro D´Água, com shows da Band???Aiyê, Banda Didá e Samba Ohana. Os ingressos custam R$ 100| R$ 50 e estão à venda so site Bilheteria Digital e no local.  

O evento também conta conta com a presença da Boutique do Ilê Aiyê com serviço de turbantistas, e exposição de livros de autoras negras. A estilista baiana Goya Lopes é homenageada desta edição. Criadora da marca Didara Design, Goya que inovou ao utilizar a estamparia para contar a história da ancestralidade afro- brasileira. 

Uma novidade será revelada durante o show da Band???Aiyê: o tema do Carnaval 2023 do bloco afro. Para embalar o público e antecipar o clima da festa momesca, o show promete relembrar grandes clássicos do Ilê Aiyê. 

foto gustavo mendes
A Band’Ayê se apresenta no Pelourinho (Foto: Gustavo Mendes/Divulgação)

Diversão em casa

Parabéns pra Fernanda 

Para homenagear os 93 anos de Fernanda Montenegro, completados neste domingo,  o Telecine Cult exibe, a partir das 17h55, quatro filmes que refletem a potência da atriz no cinema nacional: A versão cinematográfica de Eles Não Usam Black-Tie abre a homenagem; na sequência, às 20h05, tem  O Auto da Compadecida, adaptação da obra de Ariano Suassuna. Na faixa das 22h, é a vez do clássico Central do Brasil, um de seus principais longas. Com a personagem Dora, Fernanda Montenegro conquistou o Urso de Prata no Festival de Berlim, em 1999, e concorreu ao Oscar e ao Globo de Ouro na categoria Melhor Atriz.

?? 0h, é com Carminha que ela é destaque, no drama Piedade. A produção de 2020  traz ainda Matheus Nachtergaele, Cauã Reymond, Irandhir Santos e Gabriel Leone e mostra como a fictícia cidade que dá nome ao filme enfrenta uma reviravolta quando a rotina dos moradores é abalada pela chegada de uma grande empresa petrolífera.

divulgacao
Luana Assiz, Karine Oliveira, Monique Evelle e Aldri Anunciação (Foto: Divulgação)

Conversa Preta em clima de talk show

Conversa Preta – Essa é a Nossa Conversa chega neste domingo (16), na tela da Rede Bahia, em um formato de talk show. O comando será dos apresentadores Luana Assiz e Aldri Anunciação, que vão bater um papo mais íntimo e pessoal com convidadas que trarão pautas necessárias sobre a negritude.  ???A ideia deste programa é fazer o público entrar na roda de diálogo e parar para pensar sobre a nossa presença em diversos espaços, como a arte, o empreendedorismo e a influência digital. ?? mostrar que a nossa existência é possível e potente onde quer que escolhamos estar”, afirma Luana.

Entre as convidadas da atração estão a cantora Larissa Luz, Monique Evelle e Karine Oliveira também estarão no bate-papo. As duas vão falar sobre empreendedorismo feminino preto na Bahia. O programa também terá entrevistas com o comediante Jhordan Matheus e uma conversa sobre lugar de fala com a filósofa Djamila Ribeiro. 
 

Comentários do Facebook

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Santa Casa de Jequié forma primeira turma de médicos especialistas em ginecologia e obstetrícia

A Santa Casa de Jequié, complexo de saúde da Fundação José Silveira, celebrou nesta segunda-feira o marco histórico da formatura da primeira turma...

Google, Tesla e gigantes da energia se unem para otimizar rede global

Gigantes da tecnologia, como Google e Tesla, estão liderando um movimento para redesenhar a gestão da rede elétrica global, unindo-se a outras empresas...

Bahia x Vitória: confira as prováveis escalações, arbitragem, horário e onde assistir ao Ba-Vi 507

Após a conquista do Campeonato Baiano invicto no último sábado (7), o Bahia volta a campo nesta quarta-feira (10), às 20h, contra o...