Orçamento secreto, Auxílio Brasil e Fake News são principais temas do segundo bloco de debate

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O segundo bloco do primeiro debate do segundo turno das eleições presidenciais de 2022, realizado na noite deste domingo (16), entre os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL) foi marcado por temas como Orçamento Secreto, Auxílio Brasil, entre outros. Os candidatos foram questionados por jornalistas.

 

A primeira pergunta foi feita pela jornalista Vera Magalhães que questionou os candidatos sobre a relação entre os poderes e se eles se comprometem a respeitar separação entre os poderes. Lula foi o primeiro a responder, e antes de responder, o candidato disse que “não fará nenhuma agressão” contra ela. Respondendo a pergunta, Lula trouxe a questão da proposta da ampliação do Supremo Tribunal Federal (STF) e afirmou que que a experiência de mudar a Constituição já foi feita durante a ditadura militar, e disse ainda que não vai apoiar nenhuma mudança na composição do Supremo, e citou a importância de indicar ministros por competência, não por amizade.

 

Já o candidato Jair Bolsonaro, que atacou a Vera Magalhães no debate da Bandeirantes no primeiro turno, começou a resposta dizendo que era “uma satisfação revê-la”. Após o cumprimento, Bolsonaro afirmou que a proposta de aumentar o número de ministros no Supremo foi da Luiza Erundina (PSOL). Apesar de ter dito em entrevistas que poderia rever o número de membros do STF, Bolsonaro negou que o fará.

 

AUXÍLIO-BRASIL

 

Já na segunda pergunta, os candidatos foram questionados sobre o Auxílio-Brasil e a política de preços de combustíveis. Sendo o primeiro a falar, Jair Bolsonaro disse que preço dos combustíveis é culpa da guerra, da pandemia e da “política do fica em casa”. Além disso, ele citou a redução do preço do combustível, a deflação nos últimos 3 meses e a diminuição dos preços dos produtos da cesta básica. O presidente não falou sobre a Petrobras.

 

Começando a sua fala, Lula questionou sobre “em que país” Bolsonaro vive pois o Brasil atual “só refina 80% da gasolina que usa, enquanto em seu governo o refinamento era de 100%. Lula afirmou ser contra a privatização da Petrobras, e chamou a proposta de”loucura”. “Sinceramente, acho que privatizar não é a solução para nada”, completou. 

 

FAKE NEWS

 

Na terceira rodada de perguntas, Lula e Bolsonaro foram questionados novamente sobre a relação entre os poderes e também sobre as fake news e quais seriam os projetos para impedir a a propagação de informações falsas.

 

Começando o tempo de respostas, Lula atacou Bolsonaro afirmando que seu adversário tem 36 processos “tirando o programa dele por mentira”. “Uma demonstração de que faz parte do cotidiano dele. Brinca de contar mentira, faz uma live e conta uma mentira. Eu, sinceramente, já participei de outras campanhas e o nível era outro, a gente debatia o futuro do país”, declarou o petista. “Eu acho que a campanha tem que ser regulada e toda vez que tiver uma mentira, a gente vai entrar com um pedido”, finalizou Lula.

 

Bolsonaro também começou seu tempo de resposta atacando o petista e trouxe o tema da pedofilia, que nem sequer havia sido citado por Lula. O presidente leu a decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que vetou o PT de usar o vídeo em que o presidente fala que teria “pintado um clima” com menores de idade. “O senhor Alexandre de Moraes dá uma sentença contrária a estas fake news e mentiras”, disse, antes de começar a ler a decisão do ministro a quem ele constantemente ataca.

 

CENTR??O E CORRUP????O

 

Na última pergunta, os candidatos foram questionados sobre os casos de corrupção que são conhecidos como Petrolão, que aconteceu durante o governo Lula, e o Orçamento Secreto, no governo Bolsonaro. Segundo o jornalista Josias de Souza, os dois casos envolvem formas de comprar o chamado Centrão, no Congresso Nacional.

 

Começando a rodada de respostas, Bolsonaro nega ter relação com o Orçamento Secreto e afirmou ainda que nunca comprou voto de ninguém. “Posso te trazer mais nomes que receberam fortunas desse orçamento. Se eu tivesse esse poder, não faria isso”, disse Bolsonaro.

 

Já o candidato petista rebate Bolsonaro e promete criar o orçamento participativo no lugar do orçamento secreto. “Um presidente da República tem que lidar com o Congresso eleito. Quem elegeu foi o povo. Se eles são bons ou não, o povo tem responsabilidade. Isso vale para todos. Vou tentar confrontar essa história do orçamento secreto com o orçamento participativo.”

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