Bolsa brasileira abre com queda ‘amena’ após vitória de Lula no segundo turno das eleições

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O mercado reagiu com uma queda amena nesta segunda-feira (31), após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que retornará à Presidência da República para seu terceiro mandato. Segundo o economista André Luzbel, sócio da BP Investimentos, a bolsa brasileira apresentou um cenário diferente do previsto por investidores, que acreditavam em um declive mais acentuado no Índice Bovespa (Ibovespa).

 

“A bolsa abriu caindo agora 2.30%, que é até menos do que se esperava. Algumas pessoas ontem até entraram em pânico dizendo que ela seria bem acentuada”, indicou, comparando a situação com a alta após o primeiro turno, que foi de 10%.

 

André explica que esse resultado é um reflexo de uma soma de fatores e que existem ativos que apresentaram alta. “Não existe um medo generalizado.  A queda que a gente vê é uma média. Existem setores que estão subindo e outros que estão caindo bem e puxam esse índice”, ressaltou.

 

A queda é impactada por dois ativos importante, alerta o economista: a Petrobras e o Banco do Brasil (BB). Ambas as empresas têm o governo como o maior acionista, estavam em uma crescente, e são impactadas diretamente por mudanças políticas. 

 

O dólar comercial opera em alta na manhã desta segunda. ??s 10h29, a moeda norte-americana registrava variação de 0,52%, cotada a R$ 5,32.

 

No final da semana passada, a campanha do presidente eleito lançou um manifesto, a “Carta para o Brasil do Amanhã”, em que enumera ações a serem tomadas pelo governo no decorrer dos próximos quatro anos e garante investimentos públicos em diversas áreas. De acordo com Luzbel, o documento teve um efeito no mercado, mas hoje há um receio em relação a ingerência do BB e da Petrobras.

 

As novidades animaram setores que devem ser beneficiados pelos programas anunciados. “Então, por exemplo, aquela carta fala muito sobre uma política econômica mais expansionista. Ou seja, onde o governo gasta muito mais dinheiro, seja por subsídio quanto por novas linhas de crédito”, analisou. Políticas sociais e educacionais como o aumento do Auxílio Brasil e o FIES também são vistas com bons olhos.

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