Presidente do PL, Costa Neto, já defendeu urnas e foi contra voto impresso

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Presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, já defendeu as urnas eletrônicas diversas vezes. Em um video promocional, gravado em 2021, o presidente da legenda de Jair Bolsonaro (PL) chega a dizer que o presidente foi eleito por elas e se coloca contra o voto impresso.
“Então quanto ao voto impresso… não podemos reclamar. O Bolsonaro foi eleito presidente por ela. Junto com mais de 53 deputados federais. Como reclamar da urna eletrônica? O voto impresso ia só trazer prejuízo para o Brasil”, disse. 

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Vídeo foi gravado depois da votação da PEC do Voto Impresso em 2021 e o recado foi claro: Valdemar procurou pontuar que o PL “não votou contra o presidente Bolsonaro, mas a favor do país”, já que a implantação do voto impresso implicaria em gastos enormes aos cofres públicos, além de não haver qualquer sinal de comprovação de  fraude no uso das atuais urnas eletrônicas. 
Na época, fazia 25 anos da estreia das urnas eletrônicas nas eleições brasileiras. A discussão foi puxada pelo presidente Jair Bolsonaro, que acusava o modelo de não ser confiável e alegava que houve fraudes na votação de 2018, a mesma em que ele se elegeu.

O presidente queria que, a partir da eleição presidencial de 2022, os números que cada eleitor digita na urna eletrônica fossem impressos e os papéis depositados de forma automática numa urna de acrílico. 
O projeto foi votado e não foi aprovado no Congresso Nacional.

Na coletiva de ontem, quarta-feira (24/11), Valdemar mais uma vez repetiu o discursso. Para ele, o “voto impresso seria um caos”.

Multa do TSE após tentativa de injúria eleitoral

 
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes, negou o pedido de verificação extraordinária do resultado do segundo turno das eleições. O pedido foi apresentado na terça-feira (22) pelo PL.
Moraes considerou que a ação do partido não apresenta qualquer indício ou prova de fraude que justifique a reavaliação de parte dos votos registrados pelas urnas.

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O ministro ainda condenou a coligação da campanha à reeleição de Bolsonaro a pagar uma multa de quase R$ 23 milhões por litigância de má-fé – quando a Justiça é acionada de forma irresponsável.

Moraes determinou ainda:

  • O bloqueio e a suspensão dos repasses do fundo partidário às siglas até que a multa seja quitada;
  • A abertura de um processo administrativo pela Corregedoria-Geral Eleitoral para apurar “eventual desvio de finalidade na utilização da estrutura partidária, inclusive de Fundo Partidário”;
  • O envio de cópias do inquérito ao Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito da investigação sobre a atuação de uma suposta milícia digital para atacar a democracia e as instituições.
 

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