Após incêndio, líderes religiosos realizam ato em frente ao monumento de Mãe Stella de Oxóssi

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Líderes de diversas religiões vão se reunir para realizar um ato inter-religioso por uma cultura de paz e respeito, na próxima quinta-feira (8), em Salvador. O protesto acontece depois que a estátua da Mãe Stella de Oxóssi foi incendiada no último domingo (4).

O Comitê InterReligioso da Bahia que realiza e convida a todos para participarem do movimento, que será realizado em frente ao monumento, na Avenida Mãe Stella de Oxossi. 

“O encontro contará com a presença de líderes das mais diversas representações religiosas e também daqueles que não professam fé alguma, mas entendem que a convivência harmônica requer respeito às diversidades”, disse o comitê no convite. 

Coletivos de representatividade preta e antirracista, que lutam contra o racismo e todo tipo de discriminação, também estarão presentes no evento. “Vá de branco dizer não ao racismo, ao ódio e ao terrorismo religiosos”, pede o comitê. 

Estátua de Mãe Stella de Oxóssi é removida

A estátua da Mãe Stella de Oxóssi foi removida para recuperação na manhã desta segunda-feira (5). A obra, assinada pelo artista plástico Tatti Moreno, foi inaugurada em 2019 e já sofreu duas depredações desde então. Representantes do candomblé apontam intolerância religiosa em todas as violações. Em 2019, a escultura de Mãe Stella e Oxóssi também foi alvo de vandalismo. A obra foi pichada e teve uma placa arrancada. 

Um boletim de ocorrência foi registrado pela Fundação Gregório de Mattos (FGM) na 12ª Delegacia, em Itapuã. A Polícia Civil informou que a unidade policial vai tentar identificar testemunhas que possam passar mais informações sobre a ação, bem como identificar e localizar a autoria do fato, que se enquadra em ultraje a culto e impedimento ou perturbação de ato a ele relativo.

A prefeitura de Salvador comunicou que acompanhará as investigações do caso pelas autoridades policiais e aumentou a situação. “A administração municipal lamenta profundamente mais este atentado contra o patrimônio público, em uma das últimas peças produzidas pelo artista plástico Tatti Moreno (1944-2022) para a cidade”, diz. 

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