Ministro do Trabalho do Peru renuncia após novas mortes em protestos

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Eduardo García Birimisa pediu, em carta, que a presidente Dina Boluarte assuma o erro na resposta às manifestações; já são 49 mortos

EFE/ Aldair Mejía

manifestações no Peru

Protestos contra a presidente começaram em dezembro e 49 pessoas já morreram

O ministro do Trabalho do Peru, Eduardo García Birimisa, apresentou nesta quinta-feira, 12, sua carta de renúncia à presidente Dina Boluarte, a quem pediu que se desculpe e reconheça os erros na resposta de seu governo aos protestos que já deixaram quase 50 mortos desde dezembro, 21 deles nos últimos quatro dias. “Agradeço à presidente, Dina Boluarte, e ao primeiro-ministro, Alberto Otárola, por me darem a oportunidade de servir o meu país”, escreveu García Birimisa na sua conta no Twitter, onde compartilhou a carta que enviou à chefe de Estado. Na carta, o agora ex-titular da pasta de Trabalho afirmou que a crise social e política no Peru “merece uma mudança de rostos nos rumos do país e uma antecipação de eleições que não podem esperar até abril de 2024”. “Não fazer isso, penso eu, gera um desgaste que, pelo menos no meu caso, me impossibilita de pôr em prática a construção de um diálogo que considero que o país necessita”, diz o documento. Nesse sentido, o ex-ministro, que tomou posse em dezembro do ano passado, defendeu a necessidade de “um ato político” e “um pronunciamento do governo que expresse a dor” pelas 49 vidas perdidas nos protestos, que exigem a renúncia de Boluarte, o fechamento do Congresso e novas eleições para este ano. “É preciso pedir desculpas à população e reconhecer que foram cometidos erros que devem ser corrigidos para que isso não volte a acontecer”, reiterou. García Birimisa acrescentou que a polarização que o país enfrenta “se reflete nas atitudes” do Congresso e por isso expressou a necessidade de “entrar em um processo de reflexão”. “Precisamos saber discutir com um diálogo sério, no qual validemos a posição do outro e nos esforcemos para entender suas razões, só assim poderemos nos respeitar e nos identificar”, completou.

*Com informações da EFE

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