Presidente do Peru pede trégua nacional e propõe criação de ‘mesas de diálogo’

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Dina Boluarte ressaltou que não vai renunciar ao cargo e informou que até fevereiro confirmará a antecipação das eleições

Cris BOURONCLE / AFP

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Dina Boluarte reafirma que não vai renunciar ao cargo de presidente

A presidente do Peru, Dina Boluarte, pediu trégua nacional e propôs a criação de ‘mesas’ de diálogo nesta terça-feira, 24, em meio aos protestos que acontecem desde dezembro, quando Pedro Castillo foi destituído do cargo. “Convoco a minha querida pátria para uma trégua nacional para poder estabelecer mesas de diálogo, para poder fixar a agenda por cada região e desenvolver nossos povos. Não me cansarei de convocar o diálogo, a paz e a unidade”, disse Boluarte em uma entrevista coletiva para a imprensa estrangeira no Palácio de Governo, em Lima. Durante a entrevista, Boluarte reiterou várias vezes seu “lamento pelos mortos” nos protestos, que são pelo menos 46 diretamente relacionados com as manifestações, que foram retomadas em 4 de janeiro no sul do Peru e mantêm bloqueios nas principais estradas do país, mas descartou novamente que vai renunciar ao cargo.

“Minha renúncia resolveria a crise e a violência? Quem assumiria a Presidência da República?”, questionou a presidente, diante das perguntas dos jornalistas sobre sua permanência no cargo. “Sairei quando tivermos convocado as eleições gerais. Não tenho a intenção de permanecer no poder”, disse Boluarte de maneira taxativa, acrescentando que o Congresso, “sem sombra de dúvida”, confirmará em fevereiro a antecipação das eleições, previstas para abril de 2024. A crise social no Peru é um reflexo da enorme lacuna entre a capital e as províncias andinas mais pobres do sul, que apoiaram Castillo – que tem ascendência indígena – nas eleições de 2021, e a destituição e prisão do ex-presidente de esquerda, em 7 de dezembro, quando ele tentou dissolver o Parlamento – controlado pela direita – que estava prestes a removê-lo do poder por suspeita de corrupção.

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