Congresso do Peru rejeita pela terceira vez a convocação de eleições para 2023

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Demanda é uma das principais dos protestos antigoverno que ocorrem na país desde o final de 2022 e já deixaram 65 mortos

EFE/EPA/JACK TAYLOR / POOL

Dina Boluarte, vice-presidente do Peru no governo de Pedro Castillo

Atual presidente do Peru, Dina Boluarte, que assumiu após Pedro Castillo ser preso, depois de tentar aplicar um autogolpe no país

O Congresso do Peru rejeitou nesta quinta-feira, 2, um projeto de lei para convocar eleições gerais ainda em 2023, que também incluía um referendo sobre a formação de uma Assembleia Constituinte, duas das principais demandas dos protestos antigovernamentais. A negativa já é a terceira nesse sentido. Com 48 votos a favor, 75 contra e uma abstenção, o projeto de lei do partido marxista Perú Libre, que levou o ex-presidente Pedro Castillo à presidência, ficou muito aquém dos 87 votos necessários para tirar do papel uma iniciativa que propunha pleitos para eleger presidente, congressistas e parlamentares no segundo domingo de julho. O longo debate ocorreu após a rejeição, na última quarta-feira, 1º de janeiro, de outro projeto de lei que propunha a realização de eleições complementares em dezembro deste ano, o que implicava na escolha de novos representantes nos poderes Executivo e Legislativo para completar o período que começou em 2021 e termina em 2026. A última proposta rejeitada era de autoria do presidente da Comissão de Constituição do Congresso, o fujimorista Hernando Guerra García.

As demandas por antecipação das eleições e uma Assembleia Constituinte são duas das mais fortes dos manifestantes que se opõem ao governo de Dina Boluarte, que assumiu a presidência do Peru após o ex-presidente Pedro Castillo ser preso após tentar aplicar um autogolpe e fechar o Congresso do país. A Ouvidoria Pública do Peru confirmou nesta quinta-feira, 2, que já são 65 mortos nos protesto desde o início deles, no final de 2022. A conta de vítimas aumentou ao contabilizar um menor, que morreu em um incidente relacionado ao bloqueio de estradas nos protestos antigovernamentais de 12 de dezembro em Caylloma, no departamento de Arequipa. O menor morreu junto com sua mãe, a promotora Marizel Leonize Chamana, em um acidente de trânsito ocorrido em uma via afetada por confrontos, segundo informações da imprensa local. O dia 12 de dezembro foi especialmente turbulento no departamento de Arequipa, onde manifestantes antigovernamentais invadiram o aeroporto, saquearam empresas, incendiaram sedes do Judiciário e entraram em confronto com a polícia.

*Com informações da EFE

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