CNJ abre investigação e afasta juíza que atacou Judiciário

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

Logo Agência Brasil

A juíza Ludmila Lins Grilo, da Vara da Infância e Juventude da Comarca de Unaí, em Minas Gerais, foi afastada por unanimidade pelo Conselho Nacional de Justiça. (CNJ). O órgão abriu duas investigações contra a magistrada. Em um caso, pela recusa dela em voltar ao trabalho presencial mesmo sem autorização. Em outra por ter feito postagens em redes sociais com ataque ao Judiciário que, segundo o CNJ, ferem a Lei da Magistratura.ebcebc

Nesses processos, um conselheiro do CNJ deverá ouvir as vítimas, o investigado e as testemunhas e depois submeterá o seu voto ao plenário da Casa.

Notícias relacionadas:

  • AGU pede a STF que confirme constitucionalidade de decreto sobre armas.

O corregedor nacional de justiça, ministro Luis Felipe Salomão, votou pela instalação de um processo administrativo e pelo afastamento cautelar da juíza.  “O relatório apontou irregularidades na unidade em processos físicos paralisados em cartório, outros tantos fora do prazo aguardando sentença. Desorganização do cartório, falta de gestão da magistrada, problemas decorrentes da ausência física dela no fórum, consequente falta de fiscalização sobre o trabalho dos servidores. A magistrada insiste na legitimidade de sua ausência física todos os dias da semana, sem autorização do tribunal”, afirmou Salomão. De acordo com o CNJ, na comarca da juíza há quase 1.300 processos paralisados em cartórios, outros 1.160 indevidamente parados há mais de cem dias.

Ludmila afirmou que tem recebido ameaças, por isso não comparece presencialmente ao trabalho, e ainda acusou o CNJ de querer acabar com a sua reputação. Em sua defesa, durante a sessão, ela alegou que o Gabinete de Segurança Institucional da Comarca de Minas Gerais já tinha ciência da situação: “De que essa magistrada se encontrava em situação de ameaça de morte e já havia parecer do gabinete de segurança institucional do tribunal de Minas Gerais no sentido de que, abre aspas, é fundamental que haja uma redução no nível de exposição. São contraindicadas quaisquer ações que evidenciem localização imediata e posterior da vítima, fecha aspas”, disse a juíza, ressaltando que era a primeira vez que vinha a público falar sobre o assunto.

Em relação às postagens feitas pela juíza contra o CNJ, foram juntadas manifestações públicas da magistrada com frases irônicas e montagens de fotos com os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes.

Ouça na Radioagência Nacional:

Facebook Comments

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

BBB26: Babu é criticado após gesto de arma contra Sarah Andrade

BBB26: Babu Santana gera polêmica ao puxar Sarah Andrade para o paredão O ator Babu Santana gerou polêmica nas redes na noite deste domingo...

MP-BA emite recomendação urgente ao município de Maragogipe para combater crise de alfabetização

MP-BA recomenda ações para enfrentar o analfabetismo em Maragogipe O Ministério Público da Bahia (MP-BA), por meio da Promotoria de Justiça de Maragogipe, expediu...

Gilberto Gil classifica falas de padre contra Preta Gil como “agressões” durante ato inter-religioso do MPF

O cantor Gilberto Gil participou de um ato inter-religioso do Ministério Público Federal na Paraíba e classificou as falas do padre Danilo César...