Livraria Cultura entra com recurso após Justiça decretar falência da companhia

Publicado:

compartilhe esse conteúdo


Empresa afirmou que tem condições de continuar a operação e está em dia com as contas do plano de recuperação judicial, negociando apenas um pagamento em aberto com o Banco do Brasil

Facebook/Livraria Cultura/Reprodução

Livraria Cultura

A companhia reportou dívidas de R$ 285,4 milhões ao entrar com pedido de recuperação judicial

Após o Tribunal de Justiça de São Paulo decretar a falência da Livraria Cultura na última quinta-feira, 9, a empresa entrou com um recurso para reverter a decisão. Segundo a avaliação do juiz Ralpho Waldo De Barros Monteiro Filho, 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo, a companhia não conseguiu seguir seu plano de recuperação judicial e estava prestando informações incompletas durante o processo. Por conta disso, foi determinada a falência da livraria. O jurista reconheceu a importância da rede na economia e promoção da cultura do país, mas apontou suspeitas de fraude na condução do negócio, a partir de transações financeiras realizadas por sócios da empresa. Além disso, a companhia falhou em pagar credores e efetuar o pagamento de créditos trabalhistas. Em resposta, a Livraria Cultura confirmou que teve dificuldade em honrar alguns compromissos financeiros previstos no plano de recuperação, devido aos impactos da pandemia e a situação financeira do país, mas conseguiu colocar as contas em dia. Contudo, informou que ainda existe uma dívida em atraso com o Banco do Brasil, que está sendo renegociada diretamente com a instituição. A equipe de defesa da livraria afirmou que foram pagos mais de R$ 12 milhões a aproximadamente 3 mil credores nos últimos quatro anos e que a empresa possui condições financeiras para manter suas operações. Além disso, a avaliação do grupo é que a recuperação judicial traria mais benefícios para os credores do que a falência da companhia. A decisão judicial gerou uma resposta de parceiros e fornecedores do setor literário. Editoras iniciaram um processo de retirada de livros das estantes da loja localizada no Centro de São Paulo. O movimento ocorreu porque, com o decreto de falência, a administradora judicial poderia fechar as lojas. Com isso, houve receio de que as editoras não conseguissem recuperar seus estoques.

Facebook Comments

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Ministro da Defesa de Israel ameaça matar próximo líder supremo do Irã

O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou nesta quarta-feira, 4 de março de 2026, que pretende eliminar o próximo líder supremo...

Conflito no Irã pode alterar mercado de óleo e gás

O aprofundamento do conflito no Oriente Médio pode impactar o mercado de petróleo e gás, especialmente por causa do Estreito de Ormuz, aponta...

Trump diz que é ‘tarde demais’ para negociar com Irã

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira, 3 de março de 2026, que é tarde demais para negociar com o...