Renato Paiva diz que expulsão não justifica goleada sofrida pelo Bahia e que está “tranquilíssimo” com o trabalho

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O técnico Renato Paiva disse que a expulsão do lateral Ryan, aos 14 minutos do primeiro tempo, não é justificativa para o Bahia ter sofrido a goleada de 6 a 0 para o Sport. O Tricolor foi atropelado pelo time pernambucano na noite desta Quarta-feira de Cinzas (22), na Ilha do Retiro, pela quinta rodada da Copa do Nordeste.

“Não vou dizer que algo está certo quando perde por 6 a 0. É verdade que a expulsão não justifica. É claro que estamos com dificuldades defensivas, que em situações mais adversas em que há mais experiência na outra equipe, nossa equipe sofre. Nós começamos bem a temporada, com jogadores mais experientes. Neste momento estamos jogando com jovens. Neste momento, jogos de três em três dias. Jogamos com laterais mais rápidos porque o Sport joga muito por fora, com quatro, cinco jogadores na nossa última linha. Mas tudo precisa de tempo, tem que ter tempo. O problema é quando não se aprende com os erros. O Bahia não deve sofrer resultados como esse, temos que continuar a trabalhar, estamos conscientes dos problemas defensivos e vamos continuar a trabalhar”, afirmou na entrevista coletiva.

Antes de ser goleado pelo Sport, o Bahia já vinha de uma derrota acachapante para o Fortaleza dentro de de casa, pela terceira rodada do torneio regional. Apesar dos resultados negativos, Paiva avaliou o trabalho à frente do time baiano como “tranquilíssimo” e que por não se sentir como problema, pretende seguir no clube.

“Tranquilíssimo. Muito triste com o resultado. Tranquilíssimo com o meu trabalho. Tranquilíssimo quando ganhamos o Ba-Vi, tranquilíssimo quando chegamos no primeiro lugar no Baiano. Tranquilíssimo e equilibrado. Consciência do meu trabalho é o que me define, é minha tranquilidade. Nós fazemos o que pudemos e o que sabemos para melhorar a equipe. No futebol temos que saber viver com erros. É de fato a maior goleada que sofri como treinador. Já tinha perdido por 5 a 0 com o Independiente para o Palmeiras, mas essas goleadas temos que tirar lições dela. Mas uma coisa é certa, quando Renato Paiva sentir que é problema, vai embora. Não seria a primeira vez, porque fiz no México. Fui que pedi demissão no México, porque senti que naquelas condições eu não ia ser solução. Tenho essa honestidade. Agora, é quando eu sentir que o maior problema é Renato Paiva. Como sinto que não é e estou muito tranquilo. Quando tiver problema, resolvemos dentro de casa”, disse.

Sobre o jogo contra o Sport, Paiva disse que o Tricolor não conseguiu se adaptar ao campo encharcado da Ilha do Retiro. O comandante ainda disse que alertou aos jogadores a mudarem a forma de jogar.

“O jogo é fácil de explicar. Uma equipe se adaptou ao terreno, jogou bolas longas várias vezes no nosso meio-campo. E a outra equipe apesar dos avisos, quis jogar como se joga, como nós tentamos jogar sempre dentro de um campo que é impossível jogar dessa forma. Jogando dessa forma trouxemos o adversário para cima de nós. Não conseguimos jogar bolas longas. É verdade que não é o que trabalhamos, mas os jogadores precisam perceber e foram alertados, mesmo se fosse preciso antes e depois do aquecimento que as condições de jogo não estavam para jogar aquilo que era o nosso jogo. Temos que ser práticos e pragmáticos. Logo desde o início, o adversário adaptou-se melhor ao campo e começou a tomar conta do jogo”, falou. “Depois, aos 14 minutos, nasce um erro dentro dessa situação que não se deve, não se treina e que é normal num jovem. Temos que estar preparados para os erros dos jovens, porque se queremos jovens da base temos que nos preparar também para os erros. A partir daí, se não chegasse à expulsão no lance, o adversário ganharia nos erros. Há uma segunda situação, outra vez de um erro que dá a falta e o pênalti em dois erros. A partir daí, desencontrou-se, nunca mais se tranquilizou, nunca mais assentou. O adversário é bom, organizado, tem qualidade e com experiência a partir daí tomou conta do jogo, foi aproveitando nossa intranquilidade e os nossos erros, fez três gols de bola parada e dois de bola rolando num jogo onde nunca estivemos, porque de fato, a expulsão condicionou bastante, mas para que não sirva de desculpa, antes da expulsão já dava indicadores que não estávamos adaptados a este tipo de jogo”, completou.

Com o resultado negativo, o Bahia é o lanterna do Grupo B do Nordestão com quatro pontos. O próximo compromisso será contra o rival Vitória, no clássico Ba-Vi, na Arena Fonte Nova, no próximo dia 5 de março, um domingo, às 16h, pela sexta rodada. Mas antes disso, neste domingo (26), no mesmo horário, o time encara o Itabuna, em Camacã, pela última jornada do Baianão.

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