Aparelho que rastreia celulares ajuda a resgatar vítimas dos temporais no litoral norte de SP

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Trabalhos com a ajuda do equipamento da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) em parceria com cães farejadores serão realizados até esta quinta-feira, 2

NELSON ALMEIDA/AFP

Equipes de resgate chegam a área afetada por enchente em Barra do Sahy

Equipes de resgate chegam a área afetada por enchente em Barra do Sahy, distrito de São Sebastião, estado de São Paulo, Brasil, em 21 de fevereiro de 2023

A varredura em busca de vítimas dos temporais no litoral norte de São Paulo tem sido feita com um equipamento capaz de identificar celulares. Em entrevista à Jovem Pan News, um agente de fiscalização da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) explicou como funciona o aparelho: “É um analisador de espectro. Ele tem a função de analisar sinais de radiofrequência. Não só de celulares, mas também de outros tipos de radiofrequência como rádio FM e rádio AM. Para isso a gente usa uma antena diretiva conectada no analisador, que tem a função justamente de localizar a emissão de radiofrequência do celular que eventualmente esteja enterrado junto com a pessoa”. Para que o trabalho no uso do aparelho tenha efetividade o celular da pessoa soterrada precisa estar com bateria. Contudo, à medida que o tempo passa as chances de encontrar um possível sobrevivente ou corpo diminuem. Os trabalhos com a ajuda da Anatel na região serão realizados até esta quinta-feira, 2.

O superintendente de fiscalização da Anatel, Homero Barros, disse que, mesmo depois de uma semana, foi possível localizar ao menos 15 corpos: “A ação precisa ser o mais rápida possível para a gente conseguir pegar o maior número de aparelhos funcionando. Em poucos dias acaba a bateria e a gente precisa ir lá muito rapidamente para conseguir aumentar as chances de sucesso”. Desta maneira, o trabalho das equipes da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros é facilitado porque as escavações acontecem em locais específicos, o que agiliza a busca, como explicou Homero.

“Nesse caso específico, foi levado também o canil da Guarda Metropolitana de São Paulo, que inclusive tinha uma relação muito boa com a Anatel em ações anteriores (…) A gente apontou uma área, conseguiu mostrar para o pessoal do canil onde tinha o sinal, aí os cachorros foram, ele farejou em específico ali e deitou em cima da área. Quando ele deita, ele está confirmando que realmente tem pessoas ali, porque ele está treinado para isso. É uma confirmação a mais para a escavação vir. Aí depois vem as equipes de escavação da Defesa Civil, começam a escavar naquele local e encontram as pessoas mais rapidamente. Essa é a ideia”, detalhou o superintendente da Anatel.

*Com informações dos repórteres David de Tarso e Beatriz Manfredini

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