Ações do Credit Suisse sobem 40% após Banco Central da Suíça anunciar empréstimo de US$ 54 bilhões à instituição

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Em nota, a Autoridade Supervisora do Mercado Financeiro Suíço afirmou que está acompanhando o processo e em contato próximo com o Departamento Federal de Finanças para garantir a estabilidade financeira do país

Fabrice COFFRINI / AFP

Credit Suisse

Credit Suisse tem apresentado riscos de liquidez em suas operações e preocupado o mercado financeiro 

Após ver o valor de suas ações despencar cerca de 25% na bolsa de valores europeia na quarta-feira, 15, o banco Credit Suisse solicitou um empréstimo de US$ 54 bilhões ao banco central da Suíça buscando reforçar a liquidez e restaurar a confiança dos investidores. O mercado financeiro reagiu de forma positiva à medida e os ativos da instituição chegaram a valorizar 40% nesta quinta-feira, 16. Às 11h30, as ações do banco operavam em alta de 14,50%. Outra medida anunciada pela instituição para reforçar sua posição no sistema bancário é a oferta pública de compra de dívidas equivalentes a 3 bilhões em francos suíços. Segundo o Banco Nacional Suíço e a Autoridade Supervisora do Mercado Financeiro Suíço, a instituição atende aos requisitos de capital e liquidez impostos.”O valor da bolsa de valores do Credit Suisse e o valor de seus títulos de dívida foram particularmente afetados pelas reações do mercado nos últimos dias. A Autoridade Suíça de Supervisão do Mercado Financeiro (FINMA) está em contato muito próximo com o banco e tem acesso a todas as informações relevantes para a lei de supervisão. Diante desse cenário, a FINMA confirma que o Credit Suisse atende aos requisitos de capital e liquidez mais elevados aplicáveis a bancos sistemicamente importantes. Além disso, o SNB fornecerá liquidez ao banco globalmente ativo, se necessário. A FINMA e o SNB estão acompanhando os desenvolvimentos de perto e estão em contato próximo com o Departamento Federal de Finanças para garantir a estabilidade financeira”, informou em nota o Banco Central Suíço.

Apesar disso, o cenário é de preocupação a nível global. O Credit Suisse é o primeiro grande banco internacional a receber uma ajuda financeira de emergência desde a crise bancária de 2008.  A crise da empresa se intensificou após um dos principais acionistas do banco se negar a elevar sua participação no banco por questões regulatórias. Em meio à falência dos bancos norte-americanos, a notícia foi mal recebida pelo mercado financeiro com analistas demonstrando preocupações que uma crise financeira similar à de 2008 se repita. As ações do banco suíço derreteram mais de 20% na bolsa europeia. O Credit Suisse tem apresentado riscos de liquidez em suas operações. Entre outubro e dezembro do ano passado, foram retirados cerca de US$ 118 bilhões dos cofres da empresa, por conta de escândalos que mancharam a credibilidade do banco. De acordo com relatórios internacionais, a liquidez do banco atualmente varia em patamar próximo e abaixo de níveis estabelecidos por reguladores.

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